Por Redação Nossa Gente

Ponta Grossa recebe, na quinta-feira, o 2º Fórum Conecta Construção, discutindo industrialização e tendências do setor. Foto: Fábio Daniel/Prefeitura Municipal de Ponta Grossa.
Tecnologia, industrialização, novos métodos construtivos e tendências de moradia estarão no centro do 2º Fórum Conecta Construção, que será realizado no dia 1º de outubro, em Ponta Grossa. O evento vai reunir profissionais e empresas do setor para discutir mudanças que já influenciam projetos, processos e decisões na construção civil.
O fórum é realizado pelo Conecta Construção com apoio do Sebrae/PR, Vale dos Trilhos, Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscom), Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Ponta Grossa (AEAPG), Associação Paranaense de Construtores (APC) e Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP).
A programação será das 16h às 20h30, na AEAPG, reunindo empresários, profissionais, especialistas, estudantes e outros integrantes da cadeia da construção civil.
A programação vai discutir novos métodos construtivos, industrialização, tecnologias, produtividade e tendências de moradia, com foco em mudanças que já afetam o setor.
Novas formas de morar
O encerramento do Fórum será com a palestra “Como vamos morar no futuro? Tendências de moradia e novas gerações”, com Marcelo Gonçalves, da Brain Inteligência Estratégica.
A apresentação vai abordar mudanças de comportamento, mobilidade, tecnologia, cidades e novos formatos de moradia.
Para a consultora do Sebrae/PR Joslaine Schimidt, acompanhar essas mudanças ajuda os pequenos negócios a identificar novas demandas e oportunidades no mercado. “A construção civil passa por transformações.
Precisamos olhar para o que está mudando no comportamento das pessoas, na forma como elas querem morar e nas tecnologias que estão surgindo para pensar como as empresas podem se preparar”, afirma.
Ela destaca que inovação e novos métodos construtivos fazem parte da realidade do setor e podem contribuir para ganhos de produtividade e competitividade.
A coordenadora de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação do Instituto Senai de Tecnologia em Construção Civil, Letícia Gonçalves, chama atenção para como essas transformações já chegam às características dos imóveis.
A popularização do home office, a redução do número de filhos por família, a mudança na idade de aquisição do primeiro imóvel e o aumento do uso de veículos elétricos são alguns exemplos.
Segundo ela, essas mudanças criam novas demandas para as infraestruturas prediais, redes hidráulicas e elétricas e para as próprias plantas de imóveis e condomínios.
Industrialização e tecnologia
O segundo bloco do Fórum, “Construindo o Futuro: Industrialização e Novas Tecnologias”, vai discutir soluções que já estão modificando a maneira de executar obras. Estruturas metálicas, sistemas construtivos com formas, concreto usinado, projetos digitais e ferramentas de gestão são alguns exemplos de tecnologias e processos que ampliam o planejamento, a padronização e a produtividade.
A industrialização também aparece como uma alternativa para aumentar a produtividade e reduzir desperdícios. Para pequenas e médias empresas, a adoção dessas soluções pode envolver investimentos em equipamentos, softwares, treinamento e adaptação de processos. “A inovação também está em olhar para aquilo que a empresa já faz e perguntar se existe uma maneira diferente, mais eficiente ou mais produtiva de fazer”, explica Joslaine.
A busca por produtividade ocorre em um cenário marcado também pela dificuldade de contratação de mão de obra. O presidente da Associação Paranaense de Construtores (APC), Elton Pietrochinski, cita a falta de profissionais como pedreiros, carpinteiros, armadores, eletricistas, encanadores, azulejistas e trabalhadores de acabamento.
Segundo ele, além da falta de profissionais, a rotatividade e as diferenças de produtividade entre as equipes interferem nos cronogramas, custos e desperdícios de materiais. “A empresa pode ter o terreno, o projeto, o material e o recurso financeiro, mas, sem uma equipe produtiva e comprometida, a obra não avança conforme o planejamento”, afirma.
Nesse contexto, Pietrochinski avalia que a industrialização pode contribuir para otimizar o uso da mão de obra disponível. “Ela não elimina a necessidade de profissionais, mas permite que a mão de obra disponível seja mais bem aproveitada”, explica.
A aproximação entre empresas, profissionais e instituições da cadeia da construção também é apontada como um caminho para ampliar o acesso a informações, tecnologias e soluções para o setor.
O 2º Fórum Conecta Construção será realizado no dia 1º de outubro, das 16h às 20h30, na Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Ponta Grossa (AEAPG), na Rua Balduíno Taques, 500, Centro.
A participação é gratuita, mediante inscrição prévia, pelo link:
https://cloud.divulga.sebraepr.com.br/Forum%20Conecta
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