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Quatro em dez brasileiros compram por impulso, dizem SPC Brasil e CNDL

30 de maio de 2017 às 15:44
Levantamento também apontou que entre os itens favoritos dos impulsivos estão roupas, calçados e acessórios. Método de pagamento mais utilizado é o dinheiro.

Apesar da crise que atinge o bolso da maioria dos consumidores no país, quatro em cada dez brasileiros compram por impulso, segundo pesquisa divulgada nesta terça-feira (30) pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional dos Dirigentes Lojista (CNDL). Entre os itens que mais instigam a compra por impulso, segundo a pesquisa, estão roupas, calçados e acessórios (14%), perfumes e cosméticos (8%), idas a bares (6%) e smartphones (6%).

A pesquisa foi realizada com 601 consumidores de todas as regiões do Brasil, com idade igual ou maior a 18 anos e de diversas classes sociais.

O levantamento indicou que o método de pagamento preferido por 68% dos impulsivos é o dinheiro, seguido do cartão de crédito (45%) e débito (35%). Quase metade dos consumidores relataram maior dificuldade para comprar utilizando outras linhas de crédito alternativas, como crediário, cheque pré-datado e financiamento.

A pesquisa constatou também que, ao receber uma oferta de crédito, apenas 11% dos entrevistados a aceitam de imediato, enquanto 36% avaliam a oferta de acordo com seu orçamento e 17% nem chegam a estudá-la.

Além disso, os resultados apontam que a forma de parcelamento preferida de 61% dos brasileiros é o cartão de crédito, uma queda de 10,8% em relação a 2016. Do restante, 14% dizem preferir o crediário ou carnê, enquanto 10% preferem utilizar o cartão das próprias lojas. Já entre as modalidades de compra que mais são realizadas por impulso, segundo os entrevistados, estão as virtuais (29%), seguida dos supermercados (19%) e lojas de departamento (17%).

Para a economista-chefe da SPC Brasil, o consumidor deve estar atento para não cair em armadilhas que facilitam o acumulo de dívidas. ” [O crédito] é um instrumento bastante útil para viabilizar metas de consumo, sem dúvida. Entretanto, se o consumidor não estiver com o orçamento preparado para quitar as parcelas, o endividamento pode fugir ao controle e trazer inúmeros problemas”, analisa.

Crédito Negado

A SPC Brasil e a CNDL também constataram que 23% dos consumidores tiveram crédito negado no último mês quando tentavam fazer uma compra parcelada. Entre os principais motivos da rejeição estão nome sujo (6%) e limite de crédito excedido (5%).