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MP vai investigar caso de bebê queimado durante banho em creche na grande Curitiba

15 de março de 2018 às 18:40

O caso do bebê queimado durante o banho em uma creche da rede municipal do município de Campo do Tentente, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), está sendo investigado pelo Ministério Público do Paraná (MPPR) e também pela prefeitura da cidade. A situação foi denunciada ao Conselho Tutelar de Campo do Tenente na última semana e chocou pais e familiares das crianças matriculadas na instituição.

Segundo a denúncia, o menino de apenas um ano teria sofrido queimaduras em diferentes partes do corpo durante o banho – dado por uma estagiária da creche que seria menor de idade.

Por meio da assessoria de comunicação do MP, o promotor Juliano da Silva – responsável pelo caso – informou à Tribuna que o procedimento investigatório para apuração exata dos fatos já foi devidamente instaurado nesta segunda-feira (12).

Por telefone a Prefeitura de Campo do Tenente informou, por intermédio do departamento jurídico, que também instaurou procedimento administrativo para investigação dos fatos. De acordo com a administração municipal uma comissão investigativa composta por presidente e dois representantes do poder executivo foi nomeada por meio de portaria. A junta deve ouvir todas as testemunhas do caso, incluindo a professora responsável pela classe na qual a criança estava matriculada, bem como a estagiária e a coordenadora da escola. A secretária de educação de Campo do Tentente, Marilene Aparecida Hornick, também deve ser ouvida no processo.

A administração municipal de Campo do Tentente informou ainda que informações mais concretas só poderão ser passadas após 30 dias – prorrogáveis para mais 30 – que é o prazo estimado da conclusão do processo. Antes disso, a prefeitura informou que não vai se manifestar por se tratar de caso envolvendo menor de idade.

O menino, que teve a coxa, as mãos, o umbigo e as partes genitais queimadas, foi internado no Hospital Evangélico, no início desta semana. À imprensa, os pais da criança declararam não terem entendido de que forma somente a parte da frente do corpo teria sido atingida.