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Amcespar discute possibilidade de implantação do SAMU regional

16 de março de 2018 às 18:23

Em uma reunião ocorrida na sede da Associação dos Municípios do Centro-Sul do Paraná (Amcespar), na tarde de terça-feira (14), foi discutida a possibilidade de implantação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) na região. Prefeitos e gestores do setor de saúde estiveram presentes e tiraram dúvidas em relação ao funcionamento e os valores que deverão ser aplicados.

De acordo com o prefeito de Inácio Martins e presidente da Amcespar, Junior Benato, um protocolo de intenções foi assinado pelos prefeitos, mas que ainda não foi ‘batido o martelo’. “Essa foi mais uma reunião esclarecedora e com segurança daremos a resposta pelo sim ou pelo não. Os municípios são independentes, mas acredito que todos vão aderir”, explica.

Um dos pontos mais discutidos na reunião foram os custos para implantação e manutenção do SAMU. Em um cálculo inicial, o valor por habitante de cada município será R$ 2 (veja a tabela de valores). Outro valor a ser disponibilizado por cada cidade é de R$ 0,18 por habitante para a viabilização do consórcio que irá realizar a parte administrativa. Benato considera o custo alto. Mas, pondera explicando que o projeto contempla fases e que o valor a ser estabelecido pode chegar a R$ 0,85 por habitante, quando tudo estiver funcionando adequadamente.

Os valores foram apresentados por Jaime Nogueira, que será responsável pelo consórcio do SAMU nos municípios da 4ª Regional de Saúde, assim como da 3ª e 21ª, envolvendo 28 municípios, sendo que 25 assinaram o protocolo de intenções. “O valor de R$ 2 por habitante será para custear todo o sistema de atendimento. Quando todas as bases estiverem instaladas vamos precisar de 350 funcionários. Também há gastos com ambulâncias, combustível, manutenção, insumos e medicamentos”, expõe.

Complemento a rede urgência

O médico do SAMU, Vinicius Filipaki, explica que o objetivo é complementar a rede de urgência. “É atender o paciente certo, no lugar e tempo certos. Teremos regulação médica durante 24 horas, recebendo orientações por telefone ou encaminhamentos com ambulâncias, por exemplo, de pacientes com infarto, vítimas de acidentes, agressões, partos prematuros. Para a população significa melhora na qualidade de vida, menos dor e sofrimento”, comenta.

Filipaki explica que em Irati ficará uma ambulância avançada, para atendimento dos nove municípios da região. Terão ambulâncias básicas Irati, Imbituva, Rio Azul e Inácio Martins. “Isso não quer dizer que os outros não serão atendidos, porque também terão uma ambulância de referência para acionar. A central de regulação aciona, sabendo o estado do paciente e onde está a ambulância adequada para o caso”, informa o médico.

Para que a implantação seja efetivada, Filipaki fala que é preciso a consolidação do financiamento realizado pelo Ministério da Saúde, Secretaria de Estado da Saúde e municípios, além destes disponibilizarem áreas para as bases das ambulâncias e custeio para contratação das equipes. As câmaras municipais de vereadores deverão aprovar as leis necessárias para a implantação do SAMU.

Kelly Ramos/Folha de Irati