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Dia Mundial sem Tabaco alerta sobre doenças cardíacas

29 de maio de 2018 às 21:01
Desde 1987, a OMS criou o Dia Mundial Sem Tabaco para chamar a atenção de governos e da população para os problemas causados pelo tabagismo, considerado a principal causa de morte evitável no mundo. Só no Brasil, 156 mil pessoas morrem todos os anos devido a doenças e complicações relacionadas ao fumo.

No Dia Mundial sem Tabaco, comemorado em 31 de maio, a Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta sobre a relação entre tabaco e doenças cardiovasculares (DCV). Em alusão à data, a Secretaria de Estado da Saúde, em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba, promove uma videoconferência nesta quarta-feira (30) sobre o tema para os profissionais de saúde dos municípios.

“Uma das principais funções dos profissionais de saúde é alertar sobre os efeitos nocivos que alguns hábitos podem proporcionar à vida das pessoas. O habito de fumar é, com certeza, um dos que mais traz danos à saúde. Queremos conscientizar a população sobre os efeitos nocivos do cigarro e oferecer ajuda para quem deseja parar de fumar”, disse o secretário estadual da Saúde, Antônio Carlos Nardi.

Desde 1987, a OMS criou o Dia Mundial Sem Tabaco para chamar a atenção de governos e da população para os problemas causados pelo tabagismo, considerado a principal causa de morte evitável no mundo. Só no Brasil, 156 mil pessoas morrem todos os anos devido a doenças e complicações relacionadas ao fumo.

Como explica o superintendente de Atenção à Saúde, Juliano Gevaerd, o tabagismo é um fator agravante para diversas doenças, entre elas problemas vasculares. “As doenças cardiovasculares são a principal causa de mortalidade no mundo e o tabagismo é um dos fatores de risco dessa condição, assim como a hipertensão, diabetes e obesidade”, lembra Gevaerd.

A boa notícia é que deixar o fumo traz benefícios à saúde rapidamente. Um dia após parar de fumar, os pulmões do ex-fumante já funcionam melhor; em dois dias o olfato e o paladar melhoram a percepção de cheiros e sabores; após um ano sem fumar, o risco de morte por infarto é reduzido pela metade.

TRATAMENTO – Na rede de saúde pública do Paraná, o atendimento à pessoa tabagista é realizado por equipes multiprofissionais de saúde, prioritariamente na atenção primária. A metodologia é a mesma preconizada pelo INCA e Ministério da Saúde, priorizando o estímulo à mudança de comportamentos e escolha de hábitos saudáveis de vida.

Os grupos, de 10 a 15 fumantes, participam de sessões que incluem avaliação clínica e abordagem intensiva, individual ou em grupo, que estimulam a alteração do comportamento. Quando necessário, utiliza-se também terapia medicamentosa após avaliação médica.  No primeiro mês de tratamento, as reuniões são semanais, no segundo mês, quinzenais e do terceiro ao 12º mês, as reuniões de acompanhamento para o fortalecimento da cessação, são mensais.

“Esse sistema prevê o acolhimento do usuário, o apoio ao tratamento, o acesso a exames e medicamentos. Para isso, a qualificação permanente dos profissionais de saúde é necessária”, lembra o secretário.

APOIO – Para preparar os profissionais de saúde dos municípios, a Secretaria de Estado da Saúde oferece capacitações regionais para a formação de grupos de apoio aos usuários que desejam abandonar o tabaco. As ações são desenvolvidas de acordo com as diretrizes estabelecidas pelo Programa Nacional de Controle do Tabagismo instituído pelo Ministério da Saúde. Neste ano, já foram capacitados mais 744 profissionais de equipes multiprofissionais de 84 municípios paranaenses.

Atualmente, são 736 estabelecimentos de saúde que oferecem este serviço à população. De janeiro a abril de 2018, o atendimento foi ofertado em 142 municípios das 22 Regionais de Saúde, com a participação de 2.241 pessoas. Desse total, 66% conseguiram parar totalmente de fumar ao término das sessões