Entre igrejas, folclore e tradição, uma queda d’água pra lavar a alma

20 de agosto de 2018 às 06:41

Foto: Thiago Aragão/RSN

A beleza do interior de Prudentópolis conquista qualquer forasteiro que reserve umas horas para se permitir a ficar em plena comunhão com natureza.

Conhecido como a Terra das Cachoeiras Gigantes, a Ucrânia Brasileira ou a Capital Nacional do Feijão Preto, falar sobre as potencialidades do município, que fica a 70 quilômetros de Guarapuava, separado apenas pela Serra da Esperança, é dispensar qualquer outro adjetivo.

Terra cortada por igrejas que se espalham pelo interior numa demonstração da religiosidade do povo ucraniano, cujos descendentes compõem 70% da população local; com a preservação de usos e costumes da longínqua Ucrânia; as cachoeiras que se embrenham no meio da mata, são de “lavar a alma”. Cantos de pássaros, barulho da água caindo, um mar verde aos seus pés, o cheiro do mato, compõem a paisagem que inebria.

O Salto São João, uma queda d’água com 84 metros de altura, é um recorte na beleza que o município oferece.

Localizado a cerca de 22 quilômetros do Centro da cidade, que é administrada pelo prefeito Adelmo Klosouski, com estrada pavimentada e muito bem sinalizada é, também, caminho para outras cachoeiras. No percurso é possível dar uma parada na localidade rural de Nova Galícia e fazer uma oração na Igreja de São Miguel. Para quem preferir, na Comunidade de Barra Vermelha, a Igreja de São Demétrio, está com as portas abertas para receber os fiéis.

Adiante, o parque de 15 alqueires, com área de estacionamento para 54 veículos e espaço reservado para ônibus, dá as boas vindas ao turista que deseja ir ao Salto São João.

Na entrada, um anfiteatro para 414 pessoas, sedia palestras, projeções de vídeos, aulas de educação ambiental. Lanchonete e uma lojinha de artesanato também integram o ambiente. Entrou ali, já começa a aventura pelo parque.

Logo na chegada, está o Juca, com um sorriso aberto e uma cordialidade ímpar. Bem humorado, começa a contar tudo sobre o parque, a casa onde mora, o trabalho que executa. É ele o responsável pela trilha que leva ao mirante.

“A trilha é o meu bebê. Fiz essa trilha sozinho. Sei tudo o que existe aqui. Fiz a primeira picada junto com o IAP [Instituto Ambiental do Paraná]”.

Conversar com o Juca é estar preparado para ouvir as suas histórias, como a de um tatu branco e outro marronzinho.

“Pra fazer sacanagens com eles, ponho um toco de vela no buraco. Como eles não gostam de claridade, saem da toca e vem assoprar”.

A trilha é muito bem conservada, com acessibilidade, podendo o turista, ir de um mirante a outro, num percurso de cerca de 1,5 mil metros até chegar no salto.

Fonte: Rede Sul de Notícias

 

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