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Conheça os planos dos candidatos ao governo do Paraná para a segurança

28 de agosto de 2018 às 09:21
Propostas incluem de integração das polícias à monitoramento de estradas

Foto: Franklin de Freitas

A segurança é uma das principais preocupações dos brasileiros, e também dos paranaenses. Apesar dos índices oficiais de criminalidade terem apresentado queda, a sensação de insegurança ainda segue em alta, principalmente nas periferias dos grandes centros urbanos. Outro problema que persiste é o da superpopulação carcerária. Relatório divulgado recentemente pelo Tribunal de Contas do Paraná (TCE-PR) revelou que o número de presos nas delegacias do estado é quase o triplo da quantidade de vagas disponíveis. De acordo com os dados oficiais, em dezembro de 2017, havia 10.729 presos nas carceragens das delegacias do Paraná, que possuem 3.618 vagas. Já nas penitenciárias, são 19.345 detentos para 17.793 vagas. Diante desse quadro, o tema tem destaque nos programas dos candidatos ao governo do Estado. Veja abaixo um resumo das principais propostas deles sobre o assunto.

Ratinho Júnior (PSD)

Investimentos em inteligência policial, tecnologia e inovação. Valorização dos profissionais que atuam no enfrentamento e na contenção dos índices criminais. Transparência da informação criminal, a integração das agências de segurança pública. Avaliação e melhoria contínua de todos os programas de redução da criminalidade e violência. A integração das agências de segurança será fortalecida comoProjetoCidade da Polícia, que reunirá órgãos federais, estaduais e municipais para executar planos estratégicos queresultarãona efetiva segurança da população.
Cida Borghetti (PP)

Implantar em parceria com o Ministério da Segurança o Centro Integrado de Inteligência de Segurança Pública Regional Sul (CIISOR-Sul), que reunirá integrantes dos órgãos de inteligência de todos os estados do sul; Terminar  as obras já iniciadas e construir novas cadeias, delegacias, presídios e penitenciárias. Ampliar parcerias com empresas privadas nos regimes semiabertos parao  cumprimento de pena com trabalho formal dos presos. Testar e implantar unidades prisionais de gestão terceirizada. Ampliar o uso de tecnologias de governo digital e integrá-las ao sistema de segurança pública, como a realização de audiências virtuais, por vídeoconferência. Adoção de Televisita, visitas virtuais monitoradas por agentes penitenciários. Integrar os bancos de dados de segurança pública do governo estadual com os de outras instâncias. Instalar sistemas de vídeo monitoramento em estradas.
João Arruda (MDB)

O plano de governo do candidato do MDB não tem um capítulo específico para segurança. Em certo trecho, fala que o compromisso com a solidariedade e a segurança “é responsabilidade dos governantes”. E que “não haverá harmonia, tranquilidade e segurança enquanto persistirem o desemprego ou o subemprego a falta de moradias ou as sub-habitações, a ausência de saneamento, a disparidade de acesso aos serviços públicos e a má qualidade dos serviços públicos”. Diz que é obrigação do Estado garantir, especialmente aos de menor renda e aos assalariados bons serviços de saúde, educação de primeira qualidade, habitações decentes, ambientes de moradia e de trabalho salubres e seguros.

Dr Rosinha (PT) 

Integrar as ações do sistema de segurança pública no Estado – Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Científica, Corpo de Bombeiros, Guardas Municipais, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Federal e Forças Armadas. Implementar o Gabinete de Gestão Integrada de Segurança Pública, com integração dos bancos de dados do estado. Fortalecer e remodelar o Departamento de Inteligência (DIEP). Intensificar a formação para o uso de Tecnologia de Informação. Centro de Comando Integrado Especial da Fronteira. Retirar os detentos das delegacias, transferindo-os para o sistema penitenciário. Fortalecimento, modernização e interiorização do IML e do Instituto de Criminalística. Aprimorar a carreira, proporcionar formação continuada, garantir concurso público e substituição automática das aposentadorias e exonerações, e conceder vale-refeição para o policial militar. Implantar sistema de monitoramento, com GPS, câmera externa e câmera interna, em todas as viaturas policiais.
Jorge Bernardi (Rede)

Diz que o Programa de Segurança estará voltado para combater as organizações criminosas chamadas de “colarinho branco”. Defende ouvir a comunidade e buscar a sua participação efetiva no sistema de segurança pública, por intermédio dos Conselhos de Segurança, CONSEGs. RequalifIcação, recomposição salarial, equipamentos, e a aumento do efetivo das forças policiais. Criar o Conselho Estadual de Segurança Pública. Propõe a exigência de formação superior para ingresso na polícia militar. »- Integração entre todas as forças policiais, inclusive a segurança privada. Implantar delegacias do Idoso. Ampliar as patrulhas rurais. Criação do programa jovem do bem, para integrar a polícia a projetos comunitários. Melhorar a habitabilidade dos atuais presídios, construção de outros. Ampliar o programa de educação e trabalho para que 100 % dos reclusos estejam incluídos. Redução gradativa e continuada dos presos nas delegacias.
Ogier Buchi (PSL)

O programa do candidato do PSL é o mais curto. Tem uma página e meia. Sobre segurança fala em “priorizar os investimentos; aumentar o número de agentes e equipamentos; integrar as áreas responsáveis, investir em ação cientifica e tecnológica”.
Piva (PSOL)

Defende a desmilitarização da polícia. Adoção de novo código de ética para as polícias, com extinção do o Regime Disciplinar do Exército (RDE). Separação entre Polícia Militar e Corpo de Bombeiros; Regulamentação da jornada de trabalho que hoje é de de 60 horas semanais para bombeiros e 50 horas semanais para policiais. Carreira única permitindo ao policial “subir” de praça para oficial. Controle externo e civil sobre as polícias. Defende mudar o foco da segurança pública da repressão e a punição para ressocialização e inclusão social dos presos e atingidos. Também defende a descriminalização das drogas como forma de combate ao tráfico e à violência decorrente do mesmo. Diminuir a população carcerária e investir em medidas alternativas à prisão. Fortalecimento da Defensoria Pública.
Priscila Ebara (PCO)

Dissolução da Polícia Militar. Criação de polícias municipais. Defende o direito da população a se armar e Substituição da polícia e do exército permanente e controlado pelo Estado por um sistema de milícias populares.
Ivan Bernardo (PSTU)

Descriminalização e legalização das drogas. Fim da portaria de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) das Forças Armadas, da lei antiterrorismo e da lei das organizações criminosas. Desmilitarização da Polícia Militar, fim da Força Nacional de Segurança. Direito dos trabalhadores e dos bairros pobres à autodefesa e ao armamento; eleição direta para delegados e juízes. Direito de greve e de sindicalização para as forças de segurança. Combate à corrupção com prisão e confisco dos bens de todos os corruptos e corruptores, com expropriação das empresas envolvidas.

Fonte: Bem Paraná