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Câmara rejeita investigar prefeito de Guaratuba por ameaça de demissões contra comissionados

16 de outubro de 2018 às 18:06
Segundo o requerimento protocolado na Câmara, a CPI investigaria os crimes de quebra de decoro, ameaça, abuso de poder econômico e político por parte de Roberto Justus.

A Câmara Municipal de Guaratuba, no Litoral do Estado, negou abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o prefeito Roberto Justus (DEM). A sessão foi realizada na noite desta segunda-feira (15) e os vereadores negaram o procedimento por 8 votos a 4.

Se tivesse sido aprovada, a CPI investigaria áudio vazado de Justus em que ele ameaçava demitir 100 funcionários comissionados do município como represália pelo fato de o pai dele, o deputado estadual Nelson Justus (DEM), ter obtido apenas 3,2 mil votos na cidade – pouco mais de 10% do total de eleitores da cidade litorânea.

Segundo o requerimento protocolado na Câmara, a CPI investigaria os crimes de quebra de decoro, ameaça, abuso de poder econômico e político por parte de Roberto Justus.

No dia do vazamento, o prefeito postou uma mensagem em sua página no Facebook e afirmou que o áudio foi feito em uma situação de “forte emoção”.

Confira na íntegra:

EM ATENÇÃO AOS PEDIDOS DE ESCLARECIMENTO ACERCA DE UM ÁUDIO INDEVIDAMENTE COMPARTILHADO POR DIVERSAS PESSOAS, VIMOS ESCLARECER O SEGUINTE:

O REFERIDO AUDIO FOI ENCAMINHADO DE FORMA RESTRITA E VAZADA SEM AUTORIZAÇÃO, EM UMA SITUAÇÃO DE FORTE EMOÇÃO APOS O RESULTADO DO PLEITO ELEITORAL MARCADO POR DIVERSOS ATAQUES A HONRA DO CANDIDATO DO GRUPO POLITICO DO PREFEITO.

NENHUM DOS FATOS NARRADOS NO AUDIO FORAM SEQUER CONSIDERADOS NA MEDIDA EM QUE ARREFECIDOS OS ÂNIMOS. O PREFEITO RETOMOU AS ATIVIDADES ADMINISTRATIVAS NORMALMENTE NESTA SEGUNDA FEIRA.

O PREFEITO JA ESCLARECEU A SITUACAO PERANTE SEUS SECRETÁRIOS, TENDO REFORÇADO OS VOTOS DE CONFIANÇA EM SUA EQUIPE E PEDE DESCULPA PELAS DECLARAÇÕES FORA DE CONTEXTO, LAMENTANDO EXTREMAMENTE O USO INDEVIDO DAS MESMAS.

FONTE BANDA B