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Pessoas com dificuldade de locomoção podem tomar banho de mar

3 de janeiro de 2019 às 18:09
Para a mãe dele, Valéria Chueire, o serviço é maravilhoso. “Não dá para entrar na água com a cadeira de rodas normal. Moramos em Curitiba. Vimos o serviço na televisão e meu marido viu a localização das cadeiras num jornal. É um serviço lindo que pode ajudar muita gente. É uma bênção”, afirma.

Cadeirantes e pessoas com dificuldade de locomoção podem tomar banho de mar no litoral paranaense, graças ao Projeto Praia Acessível, desenvolvido em parceria pela Sanepar e a Secretaria de Estado da Família e Desenvolvimento Social. Nas praias de Guaratuba, Matinhos e Pontal do Paraná, estão disponíveis nove cadeiras anfíbias que possibilitam que pessoas com mobilidade reduzida entrem com segurança na água do mar.

Diego Chueire, de 36 anos, tem paralisia cerebral e gostou muito de entrar no mar com a cadeira anfíbia. Ele disse que a princípio teve medo, mas aos poucos foi se acostumando com a água batendo no corpo. “Pensei que estivesse fria, mas a água está boa. É muito bom”, disse.

Para a mãe dele, Valéria Chueire, o serviço é maravilhoso. “Não dá para entrar na água com a cadeira de rodas normal. Moramos em Curitiba. Vimos o serviço na televisão e meu marido viu a localização das cadeiras num jornal. É um serviço lindo que pode ajudar muita gente. É uma bênção”, afirma.

A funcionária pública Franciele Fontoura Ruth, que mora em Castro, deu nota 10 para o projeto. Ela é mãe de Pedro Augusto, de 12 anos, que já havia experimentado a cadeira anfíbia no verão do ano passado. “É muito bom. Só quem tem alguém na família com mobilidade reduzida sabe da importância”, afirma. Pedro nasceu com má-formação. “Quando ele era bebê, ele entrava no mar no meu colo, mas conforme vai crescendo, fica muito pesado. E ele tem o desejo de entrar no mar como qualquer outra criança”, diz.

NA PRÁTICA – As cadeiras anfíbias têm rodas especiais que permitem o deslocamento na areia e no mar. Elas possuem cinto de segurança regulável, encosto, assento, apoio cervical para a cabeça e apoio para os pés em tecido emborrachado, removível e lavável. Com capacidade para suportar até 120 quilos, são flutuantes e confeccionadas em material leve, resistente e inoxidável. Por serem mais altas, permitem que o usuário entre no mar em uma profundidade segura. Nas praias, uma equipe capacitada auxilia as pessoas em seu uso.

Recém-formado em Serviço Social no campus do Litoral da Universidade Federal do Paraná, Raul Campos de Lima Júnior é um dos atendentes do projeto durante a Operação Verão, que termina em 10 de março. Para ele, é muito gratificante atender pessoas com dificuldade de locomoção. “Embora seja serviço temporário, é uma oportunidade para conciliar o atendimento com a minha formação profissional. Estou ouvindo relatos incríveis de pessoas que ficam muito agradecidas por poder entrar no mar. Algumas entram pela primeira vez, outras estão há muitos anos sem ir ao mar.”