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Onaireves Moura é condenado a 22 anos de prisão por vários crimes

12 de março de 2019 às 19:50
O famoso dirigente é acusado de apropriação indébita, estelionato e formação de quadrilha ou bando. Na soma de todos os delitos, em consonância com os artigos 69 e 72, ambos do Código Penal, o ex-diretor da FPF recebeu pena de 22 anos, 4 meses e 12 dias em regime fechado.

Ex-presidente da Federação Paranaense de Futebol (FPF), Oinareves Moura, 72 anos, teve um mandado de prisão expedido na última segunda-feira (11), válido até o final de julho de 2027.

O famoso dirigente é acusado de apropriação indébita, estelionato e formação de quadrilha ou bando.

Na soma de todos os delitos, em consonância com os artigos 69 e 72, ambos do Código Penal, o ex-diretor da FPF recebeu pena de 22 anos, 4 meses e 12 dias em regime fechado.

O caso é antigo. Em novembro de 2007, sob as mesmas acusações, o ex-dirigente ficou preso por cinco meses, acusado de um desvio de cerca de R$ 5 milhões dos cofres da FPF.

Ele recebeu um habeas corpus em março de 2008 e foi solto. Agora, a decisão é definitiva por ter transitado em julgado. Não cabe mais recurso. Outras nove pessoas também foram condenadas.

Em processo da 5ª Vara Criminal de Curitiba, a juíza Luciana Fraiz Abrahão ordenou que ele deverá ser apresentado, imediatamente, à autoridade judicial que determinou a expedição do mandado de custódia ou, no caso do cumprimento fora da jurisdição do juiz ordenador, à autoridade judicial competente. Sua localidade na ação é no bairro Cristo Rei, em Curitiba, mas não há informação exata de onde o ex-dirigente mora atualmente. Ele já passou por São Paulo e Santa Catarina.

De acordo com o processo, Oinareves Moura é relatado como “o chefe da quadrilha, e se utilizava da condição de presidente da FPF para que pudesse realizar todas as articulações para que os valores ingressados à FPF não fossem repassados aos credores e/ou fossem apropriados.

Era auxiliado diretamente por Cirus Itibere da Cunha, que era diretor financeiro da FPF e presidente da COMFIAR, o qual encampava as decisões tomadas por Onaireves, provavelmente para a manutenção do próprio cargo ocupado, além de, assim, poder auferir valores, a exemplo daqueles que foram apropriados da exploração do feirão e estacionamento do Estádio do Pinheirão”.

Moura já tinha sido preso no ano 2000 por apropriação indébita de recursos previdenciários. O dirigente foi liberado por um habeas corpus e reassumiu o cargo da FPF. Em 2006, foi detido pela segunda vez, dessa vez através da Polícia Federal, em ordem da Justiça Federal de Ponta Grossa, do interior do Paraná, onde ele tinha um bingo e deixou de pagar suas obrigações previdenciárias.

Oinareves Moura, que esteve à frente da Federação por 22 anos, foi suspenso das funções administrativas da FPF no final de maio de 2007, pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).

Na ocasião, Hélio Cury ganhou as eleições e é o mandatário da FPF desde então. Um novo pleito da entidade será realizado no próximo dia 30 de março.