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Newton Agibert cheio pode ser o fator decisivo para o Prudentópolis embalar rumo à classificação

30 de maio de 2019 às 09:22
Estádio do Prudentópolis já foi considerado um dos mais difíceis de se jogar no estado quando cheio, hoje é mais zona neutra do que uma casa para o tigre da serra.

Foto: Arquivo/ Nossa Gente

Presença da torcida pode ser o  grande diferencial para o Prudentópolis seguir firme na segunda fase da divisão de acesso, pelo menos é o que acredita a direção que ainda não viu um público grande nesta divisão de acesso. Em caso de vitória no próximo domingo o tigre da serra encaminha bem a classificação para as semifinais da competição, para isso quer contar com a presença massiva da torcida, que anda um pouco distante nos últimos jogos.

O tigre da serra receberá neste domingo (2), às 15 horas, o São Joseense dependendo apenas de si para se manter vivo na competição, vindo de uma vitória em casa e buscando embalar o Prude recebe a equipe da região metropolitana de Curitiba em crise, depois de um empate e uma derrota nessa segunda fase. O fator casa pode ajudar o clube de Prudentópolis à figurar de forma mais clara entre os favoritos ao acesso.

Porém com um público pagante de 71 torcedores na partida diante do Nacional, há de se acreditar que o cidadão prudentopolitano desanimou com o esporte local, não é a toa que frequentemente o principal investidor do clube tem repensado sua permanência na direção do mesmo, visto que o apoio, tanto financeiro quanto moral tem sido pífio neste ano. Porém existe uma parte de culpa na própria direção, a divulgação do clube tem deixado a desejar, as redes sociais do time são pouco movimentadas, hoje já não existe mais aquela divulgação massiva que existia em rádios locais, tampouco o carro de som que em anos anteriores passava a semana toda lembrando dos jogos no Newton Agibert, sequer existe uma tentativa mais agressiva de buscar reaproximar o torcedor do clube, ao menos para acompanhar as partidas nos jogos em casa.

Vemos um Prude estagnado administrativamente, mas com potencial de crescimento invejável e uma posição de prestigio se comparado à realidade dos clubes das cidades vizinhas, vide Iraty, rebaixado para a última divisão do estadual diante de uma gigantesca desorganização daqueles que deveriam trabalhar para colocar o clube em ritmo de crescimento, e mesmo assim o clube iratiense colocou mais público que o tigre da serra nos jogos em casa. Vemos um Batel, com atrasos na questão financeira, mas com um público que poderia ser o do Newton Agibert nos domingos.

A realidade em nossa cidade é de que, ou a diretoria do Prude se abre verdadeiramente ao mundo atual, ou o futebol novamente será engolido pela era digital e pela transparência das diretorias de clubes mais abertos à modernidade, cuja a qual é necessária em todos os clubes de futebol sobreviverem atualmente.