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Governo estadual libera R$ 13,9 milhões para bolsas de pesquisa e extensão

5 de junho de 2019 às 09:17
Os projetos contemplados são os Programas de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic) e Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (Pibit), Institucional de Apoio à Inclusão Social, Pesquisa e Extensão Universitária (Pibis) e Institucional de Bolsas de Extensão Universitária (Pibex).

 

Estudantes e pesquisadores das universidades e institutos de pesquisa do Paraná serão beneficiados a partir dos próximos dias com 2,9 mil bolsas de pesquisa e extensão. O governador Carlos Massa Ratinho Junior autorizou nesta terça-feira (4) em cerimônia no Palácio Iguaçu o lançamento das chamadas públicas para os programas. O investimento total é de R$ 13,9 milhões. .

Os projetos contemplados são os Programas de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic) e Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (Pibit), Institucional de Apoio à Inclusão Social, Pesquisa e Extensão Universitária (Pibis) e Institucional de Bolsas de Extensão Universitária (Pibex).

Segundo o governador, o fomento à formação de pesquisadores contribui diretamente para o desenvolvimento econômico e social do Estado. “A Academia precisa ajudar o setor produtivo, melhorar a qualidade de vida das pessoas e preparar a nova geração para o futuro. Essas bolsas atingem os alunos, mas também os pesquisadores, cientistas, mestres e doutores para ampliar nosso capital de conhecimento. Queremos construir esse ativo intelectual”, afirmou.

Ele também disse que os recursos das bolsas são importantes diante do cenário nacional de contingenciamento para mostrar que o Paraná continua apostando na formação dos seus cidadãos. “A discussão nacional é importante, é preciso identificar onde há exagero, mas a ideia é construir pontes, o radicalismo de ambas as partes não é sadio. O mundo já não discute mais isso. É o que temos sugerido aos atores do sistema educacional brasileiro, das autoridades aos que estão na linha de frente. O Paraná dá exemplo de boas soluções na educação”, acrescentou o governador.

O superintendente de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldo Bona, destacou que a pesquisa na universidade pública começa na iniciação científica. “É o que permite ao pesquisador construir redes, estruturas de formação na área de pesquisa, garante ampliação da massa crítica e ao mesmo tempo a permanência pela formação de novos pesquisadores”, afirmou.

Bona também ressaltou que as sete universidades públicas estaduais vivem momento de sinergia em favor das ações do Estado, com a construção de uma nova proposta de lei que integre ainda mais as estruturas. “Um exemplo disso é o comprometimento das universidades, inclusive do sistema federal, com a dedicação dos nossos profissionais e nossa inteligência na área de infraestrutura de rodovias e licitações para o banco de projetos do governo estadual. Construir esse banco é um projeto difícil e temos condição de fazer esse trabalho juntos”, afirmou.

IMPACTO – Ramiro Wahrhaftig, presidente da Fundação Araucária, disse que o intuito final das bolsas de pesquisa é que esse capital intelectual volte ao Estado com produtos e processos de alto valor agregado. “Nós temos condições de fomentar o desenvolvimento da ciência, tecnologia e inovação. É uma possibilidade excepcional que o Paraná tem de criar riqueza, emprego e renda por meio de startups e da inovação sistêmica ou aberta”, afirmou.

Segundo Wahrhaftig, o Paraná tem uma das melhores estruturas de ensino superior do País, com chance de se equiparar a nações mais desenvolvidas. “Já somos o segundo Estado em densidade de doutores por habitante, atrás apenas do Rio Grande do Sul. Temos 17 para cada 100 mil habitantes. Realmente acreditamos que as nossas referências em termos de inovação devem ser internacionais, como Portugal e Israel. É o caminho a trilhar”, disse.

Fátima Padoan, reitora da Universidade Estadual do Norte do Paraná e presidente da Associação Paranaense das Instituições de Ensino Superior, disse que os R$ 13,9 milhões liberados nesta terça são fundamentais para fomentar a permanência dos estudantes na Academia. “As universidades públicas têm esse perfil que vai além da graduação, as pesquisas são muito fortes. Essas bolsas estimulam os alunos a se envolverem mais, contribuindo até para aqueles que não têm condições financeiras de estabelecer essa continuidade”, pontuou.

CHAMADAS – A partir de 2019 as chamadas públicas da Fundação Araucária passaram a incorporar a construção estrutural dos Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação no Paraná (NAPIs), que visam a articulação mais intensa dos atores do sistema regional de inovação.

O programa Pibic e Pibit vai conceder 1,7 mil bolsas no valor de R$ 400 mensais por 12 meses a alunos regularmente matriculados em cursos de graduação das instituições de Ensino Superior do Paraná. Serão estimuladas atividades vinculadas à iniciação científica e/ou tecnológica, cuja realização ocorra em âmbito estadual. No total, poderão ser investidos até R$ 8,1 milhões.

Por meio do Programa Institucional de Apoio à Inclusão Social (Pibis), serão financiadas cerca de mil bolsas de inclusão social com duração de até 12 meses no valor mensal de R$ 400. Um investimento total de até R$ 4,8 milhões.

O Pibis busca incentivar ações de mobilização das universidades e organizações sociais em políticas de inclusão social para a produção e difusão do conhecimento, facilitando o acesso e permanência de estudantes oriundos de escolas públicas nas instituições que adotam sistema de cotas sociais no vestibular.

E, por fim, o desenvolvimento de atividades vinculadas à extensão será financiado por meio do Programa Institucional de Bolsas de Extensão Universitária (Pibex). Serão investidos até R$ 960 mil para o financiamento de 200 bolsas a alunos regularmente matriculados em cursos de graduação das instituições de Ensino Superior do Paraná. Serão R$ 400 mensais por 12 meses.