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TJ-PR troca juiz de processos contra Beto Richa

18 de junho de 2019 às 09:22
A portaria do dia 7 de junho, assinada pelo presidente do Tribunal, desembargador Adalberto Jorge Xisto Pereira, altera os juízes de três subseções criminais. Com isso, Fischer deixa de comandar a 9ª Vara Criminal de Curitiba e irá para 13ª Vara Criminal.

O juiz substituto Fernando Bardelli Silva Fischer não será mais o responsável por julgar as ações das operações Quadro Negro e Rádio Patrulha, nas quais o ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB) é investigado. A mudança aconteceu após um remanejamento feito pelo Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR).

A portaria do dia 7 de junho, assinada pelo presidente do Tribunal, desembargador Adalberto Jorge Xisto Pereira, altera os juízes de três subseções criminais. Com isso, Fischer deixa de comandar a 9ª Vara Criminal de Curitiba e irá para 13ª Vara Criminal.

Quem assume o lugar de Fischer é o juiz José Daniel Toledo.

O QUE DIZ O TJ-PR

Por meio de nota, o Tribunal de Justiça do Paraná informou que foi feita uma reorganização do posto dos juízes com base no volume de trabalho das Varas “visando maior organização e celeridade processual, a fim de que os magistrados possam atuar de forma equitativa”.

Conforme o TJ-PR, os pedidos foram formulados pela Direção do Fórum Criminal do Foro Central de Curitiba e também pela Associação dos Magistrados do Estado do Paraná.

O Tribunal informou ainda que a escolha da subseção de destino foi feita pelos próprios juízes. “Não houve, portanto, por parte da Administração deste Tribunal, a intenção de afastar um ou outro magistrado de qualquer processo por ele presidido”, diz a nota.

INVESTIGAÇÕES

Beto Richa é réu na Operação Quadro Negro por corrupção passiva, organização criminosa, obstrução de justiça, vantagem indevida e prorrogação indevida de contrato de licitações. A ação investiga desvios de verbas que seriam utilizadas para construção e reforma de escolas públicas no Paraná.

Ele chegou a ser preso em março, mas foi solto após uma decisão do Tribunal de Justiça.

Já na Rádio Patrulha o ex-governador é réu por corrupção passiva e fraude a licitação. O Ministério Público do Paraná (MP-PR) aponta o ex-governador como o chefe de uma organização criminosa. Ele também seria o principal beneficiado com o direcionamento de licitação, para beneficiar empresários, e o pagamento de propina a agentes públicos, além de lavagem de dinheiro, no programa do governo estadual do Paraná, Patrulha do Campo, no período de 2012 a 2014. No programa, o governo locava máquinas para manter as estradas rurais.

Richa foi detido, por quatro dias, em setembro de 2018. Mas conseguiu a liberdade depois de uma decisão do ministro Gilmar Mendes.

Fonte: Paraná Portal