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MPPR e Polícia Ambiental realizam operação contra venda de pássaros em Curitiba e região metropolitana

24 de julho de 2019 às 10:57
Os mandados foram cumpridos nas residências dos investigados nos municípios de Curitiba, Almirante Tamandaré, Campo Largo, Fazenda Rio Grande, Piraquara, Colombo e Cerro Azul, todos na Região Metropolitana de Curitiba.

Foto: MPPR

A unidade de Curitiba e Região Metropolitana do Grupo de Atuação Especializada em Meio Ambiente, Habitação e Urbanismo (Gaema), do Ministério Público do Paraná, em conjunto com o Batalhão de Polícia Ambiental Força Verde, da Polícia Militar, cumpriu na manhã desta terça-feira, 23 de julho, nove mandados de prisão temporária e sete mandados de busca e apreensão no âmbito de investigação sobre organização criminosa que atuava com a captura e comércio ilegal de aves silvestres. Perto de 200 pássaros foram resgatados na ação.

Os mandados foram cumpridos nas residências dos investigados nos municípios de Curitiba, Almirante Tamandaré, Campo Largo, Fazenda Rio Grande, Piraquara, Colombo e Cerro Azul, todos na Região Metropolitana de Curitiba. Em algumas delas, foram localizadas armas de fogo e objetos ilícitos, o que resultou na prisão de 14 pessoas.

De acordo com a apuração, as aves eram capturadas em florestas da região e criadas de maneira improvisada, para posterior comercialização – muitas foram encontradas com sinais de maus tratos e mantidas sem as devidas condições de higiene. Entre as espécies apreendidas estavam curiós, pintassilgos, trincaferros, sábias, canários da terra e azulões.

Denúncias – Além da prisão das 14 pessoas, a operação resultou no resgate de 221 pássaros capturados ilegalmente. Os animais serão encaminhados para avaliação do Museu de História Natural de Curitiba para em seguida serem libertados. Os computadores, celulares e documentos apreendidos serão periciados.

Com a conclusão das investigações e a partir do material recolhido na operação, nos próximos dias será oferecida denúncia criminal pelo Ministério Público do Paraná. Os envolvidos são suspeitos da prática dos crimes de organização criminosa, receptação qualificada e crimes contra a fauna.

Fonte: MPPR