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Receita para acabar com o mosquito da dengue é evitar acúmulo de água e limpar recipientes

4 de setembro de 2019 às 09:23
O secretário, Beto Preto salienta que a ação deve ser constante. “Evitar espaços de vida para o mosquito é a ação mais assertiva de prevenção à dengue e outras doenças. Romper com o ciclo de vida do Aedes aegypti é a solução para evitar que os vírus das doenças proliferem. Por isso, durante todo o ano, pedimos os cuidados na sua própria casa, às vezes tem uma planta que acumula água e pode ser um espaço excelente para o mosquito deixar os ovos ali”, acentua o secretário de Saúde, Beto Preto.

A mudança de comportamento é a melhor maneira de evitar doenças. Isso porque são pequenos cuidados e a modificação de hábitos diários que rompem com o ciclo de vida do mosquito e a sua reprodução. Falando especificamente sobre Aedes aegypti, o inseto é responsável pela transmissão de quatro doenças: dengue, febre amarela, zika e chikungunya.

O informe técnico 04 sobre a situação da dengue, febre amarela, zika e chikungunya emitido pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), nesta terça-feira (3), demonstra que grande parte dos focos do mosquito Aedes aegypti são encontrados nas residências. O secretário, Beto Preto salienta que a ação deve ser constante. “Evitar espaços de vida para o mosquito é a ação mais assertiva de prevenção à dengue e outras doenças. Romper com o ciclo de vida do Aedes aegypti é a solução para evitar que os vírus das doenças proliferem. Por isso, durante todo o ano, pedimos os cuidados na sua própria casa, às vezes tem uma planta que acumula água e pode ser um espaço excelente para o mosquito deixar os ovos ali”, acentua o secretário de Saúde, Beto Preto.

Além de esvaziar espaços e recipientes com acúmulo de água, é importante escová-los com água e sabão. A higienização é essencial porque elimina os ovos do mosquito que permanecem grudados nos recipientes. A coordenadora da Divisão de Vigilância Ambiental da Sesa, Ivana Belmonte esclarece que o ciclo de ovos do mosquito são muito resistentes. “Os ovos podem sobreviver um ano num local seco e quando este local ou recipiente recebe água limpa, em cerca de meia hora de submersão este ovo pode se desenvolver”, esclarece a coordenadora.

Resíduos que não serão reutilizados devem ser acondicionados de maneira a não se tornar um criadouro do mosquito até que sejam coletados para destinação final.

Entre as doenças que o mosquito Aedes aegypti transmite, a dengue é a mais comum no estado do Paraná. Por esse motivo a Sesa instrui que a limpeza de locais, esvaziamento de depósitos e recipientes com água devem ocorrer em todo o período do ano.

ATUALIZAÇÃO DE CASOS – O informe técnico 04, com dados a partir de 28 de julho, que foi publicado nesta terça-feira (03) apresenta dois municípios em situação de alerta em relação à dengue: Floraí e Inajá. O alerta indica que o número de casos autóctones registrados nos municípios é elevado considerando o tamanho da população.

Floraí aparece pela primeira vez no boletim e registra cinco casos de dengue em que as pessoas foram contaminadas no próprio município. Inajá aparece com seis casos autóctones confirmados e continua em situação de alerta. A incidência dos dois municípios é alta, enquanto Inajá tem 193,36, Floraí registra a incidência de 100,95.

 

A incidência de casos é calculada a partir do número de confirmações autóctones da doença dividido pela população da cidade, multiplicados por 100 mil. Quando o resultado dessa conta fica entre zero e 100 casos, o município é classificado como baixa incidência, entre 100 e menor que 300 é situação de alerta. E acima de 300 é considerada epidemia.

 

A coordenadora Ivana explica a diferença entre os casos autóctones e importados. “A situação de casos autóctones ocorre quando a pessoa não se deslocou para outro local e não teria como ter sido contaminada fora da cidade em que reside. Já os importados são justamente quando ocorreu essa viagem ou deslocamento e a pessoa volta para a sua residência contaminada e então desenvolve a doença.”

 

O informe semanal registra 68 novos casos de dengue no Paraná, sendo 52 autóctones, cinco importados e os demais ainda em investigação quanto ao local provável de infecção. Desde o início desse ciclo sazonal, em 28 de julho, o total de confirmações é de 185. Os casos notificados também aumentaram e chegaram a 2.196.

AUTÓCTONES – Na última semana 12 municípios registraram notificações pela primeira vez: Iguatu (1 caso), Lindoeste (1), Altônia (1), Floraí (5), Flórida (1), Paranacity (2), Santa Fé (1), Uniflor (2), Florestópolis (1), Guaraci (1), Ibiporã (1) e Santa Mariana (1). Além destas, outras 38 cidades confirmaram casos autóctones nas últimas semanas: Alto Paraná, Alto Piquiri, Amaporã, Andirá, Apucarana, Bandeirantes, Cambe, Cascavel, Cianorte, Douradina, Doutor Camargo, Foz do Iguaçu, Guairaçá, Inajá, Itaguajé, Itambé, Itaipulândia, Ivaté, Jesuítas, Juranda, Leópolis, Loanda, Londrina, Marechal Cândido Rondon, Maringá, Matelândia, Nova Cantu, Quinta do Sol, Santa Isabel do Ivaí, Santa Terezinha de Itaipu, Santo Antônio do Paraíso, São Carlos do Ivaí, São João do Ivaí, São Pedro do Ivaí, São Miguel do Iguaçu, Sarandi, Umuarama e Uraí.

Mais informações sobre como prevenir dengue e o Boletim Epidemiológico podem ser acessadas pelo link: http://www.dengue.pr.gov.br/