Mel do Paraná se destaca pela qualidade na produção

12 de dezembro de 2019 às 10:39

O Paraná é o segundo maior produtor de mel do Brasil, ficando atrás apenas do Rio Grande do Sul. Além da forte produção – foram 7,4 mil toneladas produzidas em todo o Estado no ano passado, de acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral) – o mel paranaense também é reconhecido pela qualidade, atestada com o registro de Indicação Geográfica concedido à produção de Ortigueira, nos Campos Gerais, e do Oeste do Estado, o que garante o diferencial do produto.

Ortigueira foi a primeira localidade a receber o registro por Dominação de Origem, em setembro de 2015. A região Oeste recebeu o registro de Indicação de Procedência em julho de 2017. O registro é concedido pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) a determinadas regiões geográficas, conhecidas por suas características de qualidade do produto.

O mapeamento das regiões com potenciais produtos reconhecidos pela sua origem foi pelo Sebrae. Órgãos da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento, como o Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) e a Agência de Defesa Agropecuária (Adapar), também dão o suporte técnico para que os produtores consigam o registro.

A Emater presta assistência técnica, apoia as organizações de apicultores e orienta o processo de registro, visando o acesso ao mercado com agregação de valor ao produto, o que gera renda às famílias rurais e abre oportunidade para os jovens permanecerem nas propriedades e ampliar as atividades locais.

O acesso a mercados mais atrativos e um valor melhor pelo produto estão entre os benefícios conquistados com o processo de indicação geográfica, afirma o diretor-presidente da Emater, Natalino Avance. “Com a implantação da Identificação Geográfica, pode-se ampliar os canais de comercialização, inclusive para o mercado externo, melhorando significativamente as economias locais”, diz.

A coordenadora de agronegócios do Sebrae, Andreia Claudino, ressalta a importância do registro para o desenvolvimento regional. “O registro organiza os apicultores e profissionaliza o trabalho dos produtores locais. O mel deve ser padronizado, o que melhora a economia local, aumentando o número de empregos de produtores envolvidos na cadeia produtiva e na sucessão familiar”, afirma.

EXIGÊNCIAS – No caso da apicultura, o INPI exige alguns pré-requisitos para obtenção da Indicação Geográfica. Entre eles, o manejo correto das colmeias, não utilização de agrotóxicos, limpeza do ninho, cuidado com as traças e coleta para não contaminar as abelhas.

Além disso, a associação também precisa demonstrar que o mel possui característica única no processo de produção, que são relacionadas com as condições do ambiente. Os apicultores devem seguir rigorosamente esses processos para conseguir o registro de Indicação Geográfica. O processo no INPI inclui o protocolo dos documentos necessários e exigências específicas, como análises microbiológica, fisioquímica e sensorial da produção.

ORTIGUEIRA – A região de Ortigueira é classificada por Denominação de Origem, que está relacionada a um produto de um meio geográfico específico, que tem influência direta na característica do produto por causa dos fatores naturais do local.

O mel polifloral da região, com os néctares de capixingui, eucalipto, assa-peixe, canelas, maria-mole, gurucaia, aroeira, vassourinha, gabiroba e angico, típicos da região de Ortigueira, faz com que enxames fiquem cheios e em constante produção.

As experiências dos produtores antigos foram repassadas de geração em geração, a produção dobrou e melhorou a quantidade obtida de mel. A região é referência no ranking nacional com destaque na apicultura.

A cooperativa Apomel, de Ortigueira, possui 300 apicultores, e 40 deles possuem o registro de IG. A associação produziu 350 toneladas de mel em 2018. A cooperativa está sediada em um espaço de 700 metros quadrados e tem capacidade de produzir até 1,8 mil toneladas.

O presidente da Apomel, Alexandro Roberto da Silva, ressalta as características da produção em Ortigueira. “As flores diferenciadas da região dão origem ao mel de coloração âmbar claro com sabor suave e incomparável com várias propriedades medicinais”, explica. “É um mel sem agrotóxicos, que vem de dois diamantes que a região de Ortigueira possui: as aldeias Mococa e Queimada, terras indígenas que mantêm milhares de hectares de matas nativas preservadas”, afirma.

OESTE – O mel da região Oeste possui Indicação de Procedência, que é quando uma região se torna conhecida por ser centro de produção, fabricação ou extração de um determinado produto. Por ser uma região agrícola, a produção é uma das atividades que agregam valor nas propriedades rurais de pequenos agricultores.

Um exemplo é a florada da região, umas das principais flores é a uva-do-japão, angico e unha-de- gato, além de ser multifloral e silvestre as flores dão sabor único ao mel. As exportadoras compram da região Oeste para dar sabor aos outros tipos de mel das demais regiões produtoras.

O mel da região é proveniente da flora de reflorestamentos nas áreas de preservação permanente às margens do Lago Itaipu, que aliado ao clima e à topografia dão um toque especial ao mel.

Antonio Schneider, apicultor da cooperativa Coofamel, falou sobre a importância do reconhecimento para a região Oeste. “Dá um destaque muito grande para a nossa região, nós podemos vender o nosso mel com uma qualidade a mais”, afirma. “Com a indicação geográfica, podemos provar ao mundo que o nosso mel é bom. Temos um selo de qualidade e mostramos que o produto é diferente”, destaca.

A cooperativa Coofamel possui 300 apicultores e 50 têm registro de Indicação Geográfica. A cooperativa produziu 150 toneladas em 2018, comercializados em todo o Paraná e alguns estados, como Santa Catarina, Mato Grosso, São Paulo e Distrito Federal.

Antonio Schneider enfatiza que o mel produzido gera interesse de compradores internacionais. “O nosso mel pode ser considerado gourmet porque ele não é forte. O mel do Oeste do Paraná tem um paladar muito bom. É atrativo e suave, muito parecido com o mel de laranjeira, além de ser muito saboroso”, diz.

INDICAÇÃO GEOGRÁFICA – No Paraná, a proposta de buscar registros de Indicação Geográfica a produtos regionais começou a ser desenvolvida em 2013, por meio de um projeto do Sebrae que conta com apoio de órgãos estaduais e municipais e cooperativas de produtores. Com esse trabalho, o Estado se consolidou como o terceiro do País com o maior número de produtos reconhecidos ou em processo final de Indicação Geográfica.

Além do mel, a goiaba de Carlópolis, o café do Norte Pioneiro, a erva-mate de São Matheus, a uva fina de mesa de Marialva e os queijos da Colônia Witmarsum, em Palmeira, já receberam registro de Indicação Geográfica. A bala de banana de Antonina, a cachaça, farinha de mandioca e o barreado do Litoral do Paraná e o melado de Capanema estão em fase de registro pelo INPI.

 

Prudentópolis
19º
Tempo nublado
Ponta Grossa
19º
Tempo nublado
Guarapuava
18º
Chuvas esparsas
Curitiba
18º
Chuvas esparsas
Londrina
28º
Parcialmente nublado
União da Vitória
20º
Tempo nublado
  • É com pesar que o PAF e a Funerária Anjo Gabriel comunica o falecimento
  • NOTA DE FALECIMENTO: É com pesar que e a Funerária São João e o Plano Uni-Paz comunica o falecimento
  • NOTA DE FALECIMENTO: É com pesar que e a Funerária São João  e o Plano Uni-Paz   comunica o falecimento de Celia Parhuts, ocorrido aos 46 anos de idade.
  • NOTA DE FALECIMENTO: É com pesar que a Funerária São João e o Plano Uni-Paz comunicam o falecimento
  • As Irmãs Servas de Maria Imaculada, comunicam o falecimento da IRMÃ JACINTA CECÍLIA GRESKIV, SMI
  • Apae de Prudentópolis lamenta a morte da ex-aluna Marlene Presasniuk
  • 7,7 mil candidatos fazem as provas do vestibular da UEPG neste domingo
  • Polícia apreende cinco motos, em Ipiranga
  • Câmpus da Unicentro ganha usina fotovoltaica em programa de eficiência energética da Copel
  • Mega-Sena, concurso 2.546: ninguém acerta as seis dezenas, e prêmio acumula em R$ 125 milhões
  • Filho agride e ameaça mãe de morte, em Guarapuava
  • Câmara convoca cidadãos para Consulta Pública sobre proibição de queima de fogos de artifício com poluição sonora