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Assembleia homenageia equipe que fez o primeiro transplante de pulmão do Paraná

18 de fevereiro de 2020 às 09:09
A cirurgia foi considerada um sucesso. O paciente, de 57 anos, é morador da Lapa e já recebeu alta. Reinaldo Ferreira de Goes sofria de enfisema pulmonar e tinha muita dificuldade para respirar. Pedreiro, ele estava há quase dois anos sem trabalhar por conta da necessidade quase permanente de oxigenoterapia.

Por proposição do deputado estadual Michele Caputo (PSDB), a Assembleia Legislativa do Paraná homenageou nesta segunda-feira (17) a equipe do Hospital Angelina Caron, responsável pela realização do primeiro transplante de pulmão da história do Paraná. O procedimento foi feito pelo SUS, em dezembro do ano passado, e consolida o Estado como um dos principais centros transplantadores do país.

“Trata-se de um marco para o Paraná, pois este era um dos únicos tipos de transplante que não era feito aqui. Pacientes cadastrados na fila tinham que ser encaminhados para outros Estados, como Rio Grande do Sul, São Paulo e Ceará”, explica o deputado.

A cirurgia foi considerada um sucesso. O paciente, de 57 anos, é morador da Lapa e já recebeu alta. Reinaldo Ferreira de Goes sofria de enfisema pulmonar e tinha muita dificuldade para respirar. Pedreiro, ele estava há quase dois anos sem trabalhar por conta da necessidade quase permanente de oxigenoterapia.

Caputo acompanhou de perto, em 2017, o processo de habilitação do Angelina Caron como centro transplantador de pulmão. O credenciamento, junto ao Ministério da Saúde, aconteceu ainda quando Caputo era secretário de Estado da Saúde.

Para o cirurgião Frederico Barth, chefe do Serviço de Transplante Pulmonar do Hospital Angelina Caron, a realização deste primeiro procedimento abre novas portas para os pacientes do Paraná. Atualmente, apenas sete pessoas estão listadas na fila de espera por um transplante de pulmão no Estado. No entanto, a demanda real é muito maior que isso.

“Agora com uma equipe preparada, teremos condições de avaliar melhor os pacientes e indicar o transplante quando necessário. Antes, o acesso era muito complicado, pela necessidade de deslocar os pacientes para outros Estados”, relata o médico, que juntamente com o diretor Administrativo do HAC, Bernardo Caron, recebeu um título de menção honrosa da Assembleia pelo feito.

Desde 2011, o Paraná avançou muito na área de transplantes. Graças a ampliação do transporte aeromédico, a capacitação das equipes e a solidariedade das pessoas, a fila de espera por um órgão no Estado foi reduzida pela metade.

Além disso, o Paraná saltou do 10º para o 1º lugar no ranking de Estados com melhor desempenho em transplantes no país. Por conta da leve queda nos índices de 2019 (jan/set), o Paraná perdeu a primeira colocação para Santa Catarina, mas continua com um ótimo desempenho. O balanço é feito pela Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO) e atualizado trimestralmente.