Agulha mal descartada pode causar acidente graves e doenças

27 de fevereiro de 2020 às 13:45

O descarte inadequado de agulhas usadas no tratamento do diabetes e outras doenças pode contaminar o meio ambiente e ferir gravemente quem trabalha com o lixo.   Há ainda a possibilidade da transmissão de doenças como hepatites e HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana).  Por isso, nunca se deve jogar seringas, agulhas, canetas e lancetas – instrumentos usados para fazer exames – no lixo comum.

O tema será abordado nesta segunda-feira (02), no início da sessão plenária da Assembleia Legislativa do Paraná, que começa às 14h30, pela médica endocrinologista Daniele Tokars Zaninelli, presidente da Associação SEMPR Amigos. A entidade sem fins lucrativos tem como principal finalidade o apoio às atividades de ensino, pesquisa, formação profissional e assistência médica do Serviço de Endocrinologia e Metabologia (SEMPR) do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Ligado ao HC, o setor se destaca como centro de referência nacional e internacional em assistência médica, ensino, formação profissional e pesquisa na área de doenças endócrinas e metabólicas.

Campanha – O objetivo da manifestação é conscientizar a população e ampliar a campanha sobre o descarte adequado de perfurocortantes (especialmente agulhas) usados no tratamento do diabetes e outras doenças crônicas, envolvendo e atraindo o interesse de outras especialidades médicas, como por exemplo, infectologia, hepatologia, ginecologia e reprodução humana, endocrinologia, pediatria e reumatologia.

A ação que acontece na Assembleia é organizada pela Comissão de Saúde Pública, presidida pelo deputado Dr. Batista (PMN), que é médico. E faz parte das medidas estabelecidas pela Lei estadual nº 20.130/2020, que institui a Semana Estadual de Conscientização do Descarte Correto do Lixo Gerado no Tratamento do Diabetes e outras doenças, realizada anualmente na primeira semana de março. O Dr. Batista é autor da lei, que tem como coautor o deputado Ademar Traiano (PSDB), presidente da Assembleia, e que foi criada por sugestão da Associação SEMPR Amigos.

Para alertar a população sobre os cuidados necessários, a Associação SEMPR Amigos, com o apoio da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), Sociedade Brasileira de Endocrinologia Regional Paraná (SBEM-PR), Associação Paranaense de Hepatologia (APH) e Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO), instituiu a campanha permanente “Agulha no lixo é um perigo!”.

Como proceder – No Paraná, segundo a Secretaria de Saúde do Estado (SESA-PR), os pacientes cadastrados nas farmácias das 22 Regionais de Saúde do Estado já são orientados pelos farmacêuticos, quando passam pelo serviço de primeiro atendimento, quanto ao descarte correto dos insumos referentes ao tratamento do diabetes (agulhas, lancetas, canetas e tiras). A Secretaria explica que a orientação é padronizada e consta da “Ficha de Apoio à Consulta Farmacêutica”, que auxilia o farmacêutico quanto às principais orientações que devem ser repassadas aos usuários, tais como: objetivo do tratamento, modo de usar, armazenamento, reações adversas e descarte.

Como exemplo, destaca a rotina da maior farmácia sob gestão do Estado, que é a farmácia da 2ª Regional de Saúde, localizada em Curitiba. Conforme a coordenadora, Kelly Braga, a farmácia da 2ªRS recolhe os perfurocortantes dos pacientes cadastrados na unidade. Quando o paciente vem buscar novo medicamento entregam o recipiente onde armazenou os perfurocortantes. A farmácia tem contrato com a empresa Cavo, que recolhe e destina o lixo de forma correta. Os pacientes acondicionam as agulhas em recipientes de plástico resistente, como por exemplo embalagem de amaciante. Garrafas pet não são considerados pela SESA recipientes adequados, pois não são resistentes.

A recomendação aos pacientes não atendidos pelo sistema público é para que procure as informações necessárias na Unidade de Saúde mais próxima do domicílio.

Diabetes – A Sociedade Brasileira de Diabetes aponta que existem atualmente, no Brasil, mais de 13 milhões de pessoas vivendo com a doença, o que representa 6,9% da população nacional. A maioria realiza tratamento com insulina e/ou outros medicamentos injetáveis. Diabetes é uma doença causada pela produção insuficiente ou má absorção de insulina, hormônio que regula a glicose no sangue e garante energia para o organismo.

“Grande parte desses pacientes realiza tratamento com insulina e/ou outros medicamentos injetáveis. Considerando que as agulhas devem ter uso único, e alguns pacientes chegam a precisar de quatro a cinco injeções ao dia, além de realizar automonitoramento até sete vezes ao dia, pode-se imaginar quanto material perfurocortante com potencial contaminante – composto por agulhas, lancetas, fitas reativas e insumos usados na bomba de infusão de insulina – é produzido diariamente”, alerta a médica endocrinologista Daniele Tokars Zaninelli, num artigo que aborda o descarte correto desse material. Na avaliação da especialista, “os pacientes com diabetes insulinodependente provavelmente são os responsáveis pela produção do maior volume desse tipo de material, lembrando que esta é uma condição vitalícia que requer cuidados ininterruptos. Um agravante é a associação entre diabetes mellitus e hepatite B, hepatite C e HIV”, observa.

A especialista orienta que um coletor adequado deve apresentar as seguintes caraterísticas: material inquebrável, com paredes rígidas e resistentes à perfuração ou vazamento e abertura larga o suficiente para o depósito de materiais sem acidentes. A tampa deve oferecer boa vedação.  É importante que depois de preenchido, o coletor seja entregue em uma Unidade Básica de Saúde, para tratamento e destino adequados.

 

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