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Agronegócio é responsável por 33,9% do PIB paranaense

19 de março de 2020 às 10:42
O PIB é a soma de todas as riquezas produzidas em um determinado período, e agronegócio é um termo derivado de agribusiness, inventado por professores da Universidade de Harvard em 1957.

Foto: Jonas Oliveira/AENPR

O agronegócio é responsável por 33,9% do Produto Interno Bruto (PIB) do Paraná, valor que, em 2017, chegou a R$ 142,2 bilhões. Os estudos foram feitos pelo Ipardes (Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social), órgão vinculado à Secretaria de Estado do Planejamento e Projetos Estruturantes.

O PIB é a soma de todas as riquezas produzidas em um determinado período, e agronegócio é um termo derivado de agribusiness, inventado por professores da Universidade de Harvard em 1957. Ele engloba todas as operações de produção de insumos e bens de capital usados no campo, a atividade agropecuária propriamente dita nas propriedades rurais, e os serviços de armazenagem, processamento e distribuição dos produtos e derivados (alimentos, bebidas, fibras, energia renovável, papel etc.).

“Empiricamente já se tinha a convicção de que o agronegócio tem grande importância para a economia do Estado do Paraná”, disse o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara. “Agora temos esse trabalho do Ipardes para comprovar que de cada R$ 100 gerados no Estado a cada ano, R$ 33,90 tem a ver com o agronegócio”.

No Brasil, nesse mesmo ano, o agronegócio teve participação de 21,4% no total de todos os bens e serviços produzidos, segundo cálculo do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea-Esalq/USP), o que realça a força do agro paranaense.

FOMENTO – Esta é a primeira vez que o Ipardes faz um estudo com a amplitude do realizado agora. Os técnicos levaram em conta dados existentes sobre a produção estadual entre os anos de 2012 e 2017. Entre as constatações está a de que o percentual se manteve mais ou menos estável durante todo esse período. Em 2012, o agronegócio representava 31,95% do PIB.

Para o secretário estadual do Planejamento e Projetos Estruturantes, Valdemar Bernardo Jorge, o percentual justifica a dedicação do governo estadual no fomento de inovações e incentivos a toda a cadeia produtiva – agroindústrias, cooperativas, produtores rurais e ecossistemas de tecnologia.

“O governo quer aumentar a eficiência e a produtividade no campo, com a gestão profissional das propriedades rurais, novas técnicas de produção, manejo e de operação, além de geração de informações relevantes em tempo real”, afirmou Jorge. “Novos conhecimentos, tecnologias e pesquisa são peças-chaves do desenvolvimento, e esta nova dinâmica do agronegócio já se reflete positivamente no setor produtivo”, acrescentou.

METODO – O aperfeiçoamento no processo de cálculo é atribuído ao uso da Matriz Insumo-Produto (MIP), desenvolvida pelo Ipardes. A construção do método foi viabilizada, entre outras fontes de informação, pelas bases de dados da nota fiscal eletrônica, gerenciadas pela Secretaria de Estado da Fazenda.

Além disso, foram utilizados dados do Departamento de Economia Rural (Deral), órgão da Secretaria de Estado da Agricultura; do IBGE e da Secretaria de Comércio Exterior. “É um método inovador para a elaboração desse importante instrumento de planejamento econômico, que é a Matriz Insumo-Produto”, disse o presidente do Ipardes, Carlos Gomes Pessoa.

Os pesquisadores do Ipardes Janielly Amorim de Oliveira, Ricardo Kureski e Mari Aparecida dos Santos, com a coordenação do diretor de Pesquisa, Julio Takeshi Suzuki Junior, assinam o trabalho sobre o PIB do agronegócio paranaense. Para o estudo, a equipe levou em conta vários estudos feitos no País e diversificou a utilização da Matriz Insumo-Produto, possibilitando a identificação de todas as atividades interligadas na cadeia produtiva do agronegócio.

Ao acrescentar ao trabalho, de forma pioneira, as informações de notas fiscais eletrônicas, os autores possibilitaram a visualização de 42 atividades e 99 produtos. O Ipardes pretende aprofundar os estudos abrangendo no futuro, por exemplo, cálculos dos multiplicadores de emprego e renda.

DADOS – Em 2017, de acordo com a pesquisa Produção Agrícola Municipal feita pelo IBGE, o Paraná tinha 10,7 milhões de hectares destinados à produção de lavouras. Também segundo dados do IBGE, havia 1,5 milhão de hectares com floresta plantada e a área de pastagem ocupava 3,8 milhões de hectares.

Entre os principais produtos agrícolas paranaenses estão a soja, que teve grande crescimento no período estudado, milho e trigo. No setor pecuário, os destaques são para a avicultura e suinocultura. Já o setor de silvicultura também teve grande expansão no período, contribuindo para aumento do Produto Interno Bruto do agronegócio.

Fonte: AENPR