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Saúde alerta sobre riscos de toxoplasmose na gravidez.

3 de agosto de 2020 às 18:28
O secretário estadual da Saúde, Beto Preto, afirma que a visibilidade nesse tipo de patologia é essencial para a redução de danos à população.

A toxoplasmose é uma doença transmitida por animais bastante comum, que pode ocorrer pela ingestão de água ou alimentos contaminados.

É uma infecção que pode apresentar complicações como toxoplasmose ocular e cerebral e também comprometer o bebê durante a gestação, levando inclusive ao abortamento em alguns casos.

As gestantes durante o pré-natal devem realizar exames para diagnosticar precocemente a doença para rápida intervenção terapêutica e medidas de prevenção.

Para ampliar a atenção em relação aos cuidados, foi instituída a Semana de Orientação sobre a Toxoplasmose como a primeira semana do mês de agosto no Paraná, por meio da Lei nº 20203/2020.

O secretário estadual da Saúde, Beto Preto, afirma que a visibilidade nesse tipo de patologia é essencial para a redução de danos à população.

“Falar, debater, conhecer mais e aprender é o ideal para evitar muitas patologias”, disse. Segundo ele, a toxoplasmose é uma doença evitável, com higienização das mãos, alimentos, cuidados com os animais de estimação, são importantes para evitar danos que a doença pode deixar na pessoa.

Quando a gestante é diagnosticada com toxoplasmose, o tratamento e acompanhamento da doença são disponíveis pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Quando o tratamento é feito corretamente, o bebê fica protegido.

VIGILÂNCIA – O rastreamento sorológico no pré-natal permite a identificação de gestantes suscetíveis para seguimento posterior, com vistas à prevenção da infecção aguda por meio de medidas de prevenção primária e a detecção precoce da toxoplasmose.

A notificação, investigação e o diagnóstico oportuno dos casos agudos em gestantes viabilizam a identificação de surtos, o bloqueio rápido da fonte de transmissão e a tomada de medidas de prevenção e controle em tempo, além da intervenção terapêutica adequada e consequentemente a redução de complicações, sequelas e óbitos. A investigação em recém-nascidos permite a intervenção precoce em casos em que a doença seja confirmada.

TOXOPLASMOSE CONGÊNITA – Em gestantes, a doença pode afetar também o recém-nascido. Em 85% dos bebês infectados não há sinais clínicos evidentes.

Mas a criança pode ter sinais no período neonatal como icterícia, macrocefalia ou microcefalia e crises convulsivas; ou nos primeiros meses, acometimento visual em graus variados, surdez e atraso do desenvolvimento neuropsicomotor.

Sequelas tardias são mais frequentes quando a toxoplasmose congênita não tratada com medicamentos específicos durante o primeiro ano de vida. Há casos relatados de surgimento de sequelas da doença, não diagnosticadas previamente, na adolescência ou na idade adulta.

CUIDADOS – Os protozoários que causam a toxoplasmose estão presentes nas fezes de gatos e outros felinos. O contato com esses animais sem higienização das mãos pode levar a contaminação e desenvolvimento da doença.

Com hábitos simples é possível prevenir a doença:

– Lavar as mãos após manipular carnes cruas, antes das refeições, após trabalhar na terra, horta ou jardim;

– Lavar bem as verduras e legumes e evitar comer alimentos crus;

– Caso tenha um gato como animal de estimação, higienize a caixa de dejetos do seu animal a cada três dias e colocar ao sol com frequência.

Após o contato com gatos, deve-se lavar sempre as mãos e manter o animal bem alimentado para que ele não se alimente de outros animais e nunca dê carne crua para o felino. Cães também podem ser transmissores de toxoplasmose caso tenham contato com fezes de gatos.