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Polícia Civil cumpre mais de 30 mandados em operação contra fraudes envolvendo pagamentos de IPVA de carros de luxo no Paraná

7 de outubro de 2020 às 10:02
Ordens judiciais estão sendo cumpridas em Curitiba, Foz do Iguaçu, Paranavaí e Umuarama, e também em Marabá, no Pará.

Foto: Reprodução Internet

A Polícia Civil cumpre, nesta quarta-feira (7), 16 mandados de prisão temporária e 15 de busca e apreensão em operação que mira um esquema de fraudes envolvendo pagamento do Imposto Sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA).

As ordens estão sendo cumpridas em Curitiba, Foz do Iguaçu, Paranavaí e Umuarama, e também em Marabá, no Pará.

De acordo com as investigações, os alvos são suspeitos de captar proprietários de carros de luxo e oferecer a quitação do IPVA com descontos que variavam entre 30% e 50%. O pagamento do débito era realizado através de invasão de contas bancárias alheias, de acordo com a Polícia Civil.

De acordo com a Polícia Civil, entre 2017 e 2019 foram analisados 27 IPVAs, quitados por duas contas distintas, sendo uma do Rio Grande do Norte e outra da Bahia, que totalizaram R$ 87,9 mil.

Ou seja, segundo os policiais, os suspeitos recebiam entre 50% a 70% do valor total do imposto, já que não tinham custo algum para quitação do débito.

Para dar ainda mais credibilidade à prática criminosa, apontam as investigações, os alvos cobravam dos proprietários o valor referente à quitação do débito somente após baixa no sistema, comprovando o pagamento.

Ao longo dos últimos oito anos de investigação, a Polícia Civil descobriu que diversos angariadores estariam atuando no Paraná associados a suspeitos do Pará, para onde a maior parte do dinheiro arrecado era encaminhado.

Também há a suspeita de participação de despachantes no esquema. Apesar de não haver indícios de que ofereciam o benefício aos seus clientes, ele se aproveitavam dos serviços prestados de pagamento de IPVA para utilizar a fraude.

Com isso, a medida que os valores eram repassados pelos proprietários dos veículos, o ganho dos despachantes era integral, ainda conforme as investigações.

Fonte: G1PR