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Comunidade aprova instalação do colégio cívico militar em Prudentópolis

29 de outubro de 2020 às 10:30
O número de votantes atingiu o quórum mínimo e o município passará a contar a partir de 2021 com um colégio cívico militar.

Foto: Geraldo Bubniak/AEN

A consulta pública para a aprovação da instalação do colégio cívico militar em Prudentópolis que ocorreu nos dias 27 e 28, reuniu quórum mínimo para a validade da escolha. Ao todo compareceram para a resposta positiva ou negativa, um total de 598 pessoas, atingindo 55% dos aptos à votarem.

Tanto o lado contrário quanto o favorável fizeram campanha para tal, porém cabe destacar o maior envolvimento e união da comunidade que estava à favor, que fez campanha pelo voto sim em massa nas redes sociais e nos arredores do colégio Barão de Capanema. Com o resultado de 342 votos à favor e 256 contra, foi aprovada a instalação do colégio cívico militar em Prudentópolis.

Com o resultado ainda não oficializado, mas já conhecido extraoficialmente, aqueles que fizeram campanha pela aprovação começaram a reunir-se em frente ao colégio com bandeiras do Brasil e vestidos de verde amarelo, para aguardar o resultado oficial, que saiu por volta das 21h20min no ambiente de votação, após a saída do chefe do núcleo regional de educação, que também confirmou oficialmente o resultado, os favoráveis ali presente cantaram o Hino Nacional do Brasil em frente ao portão de entrada do colégio.

O que muda já de início? 

O modelo de escolas cívico-militares vai proporcionar mais aulas aos estudantes, aprimorando a qualidade do ensino.

“Teremos aulas adicionais de Português, Matemática e Civismo, para estudar leis, Constituição Federal, papel dos três poderes, ética, respeito e cidadania. Os alunos vão estudar mais”, explica Renato Feder, secretário da Educação e do Esporte.

No Ensino Médio, haverá, ainda, a adição da disciplina de Educação Financeira.

Além de questões curriculares, outra mudança trazida pela nova modalidade de ensino, que será aplicada em escolas do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental e no Ensino Médio, é a gestão compartilhada entre civis e militares.

O diretor-geral e o diretor auxiliar permanecem sendo civis e as aulas continuam sendo ministradas por professores da rede estadual, enquanto o diretor cívico-militar será responsável pela infraestrutura, patrimônio, finanças, segurança, disciplina e atividades cívico-militares.

Haverá, também, de dois a quatro monitores militares do Corpo de Militares Estaduais Inativos Voluntários (CMEIV), conforme o tamanho da escola.

O governo estadual informou que o modelo é inspirado em colégios militares porém para ingressar nos cívico-militares não será necessário o processo seletivo feito nos colégios Militares.