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Cristina Silvestri se manifesta contra modelo de pedágio apresentado pelo Governo Federal

18 de fevereiro de 2021 às 16:55
Em sua fala, Cristina ressaltou a importância da união de todas as frentes políticas e movimentos civis organizados para que o Paraná possa elaborar propostas efetivas que serão enviadas ao Governo Federal a fim de impedir a repetição de erros do passado.

Durante a audiência pública realizada nesta quinta-feira (18) em Guarapuava para debater o encerramento dos atuais contratos com concessionárias de pedágio no Paraná e novo modelo de concessão, a deputada estadual Cristina Silvestri se manifestou contrária à proposta apresentada pelo Governo Federal.

A reunião, que foi realizada na Câmara de Guarapuava, integra uma iniciativa da Frente Parlamentar sobre o Pedágio da Assembleia Legislativa.

“Nós já sofremos por 24 anos com um modelo muito similar e os paranaenses não merecem mais isso, com valores abusivos cobrados pelas pedageiras e obras previstas que não aconteceram, como a duplicação de diversos pontos da BR-277, importante corredor de desenvolvimento. Nós já pagamos esta conta”, disse.

Em sua fala, Cristina ressaltou a importância da união de todas as frentes políticas e movimentos civis organizados para que o Paraná possa elaborar propostas efetivas que serão enviadas ao Governo Federal a fim de impedir a repetição de erros do passado.

“Este novo modelo apresentado pelo Governo Federal até traz modernidades, mas na prática ele repete padrões do contrato que vivemos nestes últimos anos. E a BR-277 precisa ser uma prioridade nas obras previstas para a nova concessão. Somos um corredor de desenvolvimento e estamos pagando por estas obras há muito tempo”, pontua.

Ainda sobre a BR-277, a deputada Cristina relembrou que no contrato atual, até o final de 2021, a rodovia deveria ser duplicada até o Trevo do Relógio, bem como o perímetro e viaduto da Serra da Esperança.

“Qual vai ser a penalidade para este novo contrato para a não realização de obras previstas e pagas? Além da diminuição de valores abusivos, isso é uma outra questão que precisa ser levada em consideração na hora destes contratos serem redigidos.

Não podemos ficar como reféns por mais 30 anos”, questiona Cristina ao fazer menção ao passivo referente às obras que eram previstas para o atual contrato, que já estão pagas pelos paranaenses e que não aconteceram.

A audiência pública ocorreu durante toda a manhã e teve a participação de diversos deputados, lideranças políticas e sociedade civil organizada. A gravação da audiência está disponível nas redes da Assembleia Legislativa.

Crédito da foto: Ascom/Dálie Felberg