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Reunião na Câmara de Irati evidencia grave quadro da Covid-19

25 de fevereiro de 2021 às 13:43
O expressivo aumento de casos confirmados no Estado do Paraná, e a ocupação em 93% dos leitos de UTI na macrorregião Leste, a qual Irati pertence, foram detalhados pelo enfermeiro Agostinho Basso que é coordenador do COEF.

Na manhã de hoje (25), a Câmara de Vereadores de Irati acolheu uma explanação, coordenada pelos setores de Saúde do Município, sobre o atual e grave cenário da Covid-19 na região.

Alguns dos focos abordados foram a questão do colapso nos leitos de UTI e enfermaria destinados aos enfermos infectados pelo vírus, o baixo percentual de vacinados (cerca de 2,5%) em Irati, no Paraná e no Brasil e, no contraponto desta crise sanitária, o relaxamento da população às diretrizes de segurança, com flagrantes casos de abusos e desrespeito às normas necessárias estabelecidas.

A reunião reuniu diversos segmentos da sociedade iratiense, e serviu para que Secretaria Municipal de Saúde de Irati, Centro de Operações Especiais e de Fiscalização da Covid-19 (COEF) e Santa Casa expusessem o panorama dramático da Covid-19 até o momento.

O expressivo aumento de casos confirmados no Estado do Paraná, e a ocupação em 93% dos leitos de UTI na macrorregião Leste, a qual Irati pertence, foram detalhados pelo enfermeiro Agostinho Basso que é coordenador do COEF.

Também fez explanação o provedor da Santa Casa de Irati, Ladislao Obrzut Neto, onde apontou, entre outros assuntos, a delicada situação dos estoques de medicação para intubação, que hoje é de apenas um dia, já que as empresas não estão entregando como combinado.

O custo dos medicamentos também subiu com a pandemia. Em exposição, o provedor citou como exemplos o Rocurônio, que passou de R$ 13 para R$ 98 e o Atracúrio, que saltou de R$ 17 para R$ 99. Em ambos os casos, são necessárias cinco ampolas por dia e, com isso, os custos diários chegam perto de R$ 1.500,00.

Para o prefeito Jorge Derbli, “a nossa situação de atendimento às pessoas que necessitem de internação é muito complicada, seja em relação à falta de vagas, onde pessoas precisam ser transferidas a outras cidades, à insuficiência de profissionais para atender a demanda e ao alto custo da medicação”.

O prefeito também lamentou os casos de exceções entre a população, que estão relaxando os cuidados e, com isso, colocando em risco a si mesmos e aos outros. “Não há vagas para internamento em Irati, não há vagas em Guarapuava e nem em Ponta Grossa.

As pessoas que estão ignorando os cuidados já pensaram como as pessoas que precisarem serão atendidas?”, indagou o prefeito.

Participaram da reunião, entre outras entidades, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Guarda Municipal, ACIAI, representante de ambulantes, restaurantes, bares, comércio, supermercados e academias, Santa Casa, Câmara de Vereadores, 4ª Regional de Saúde e Sindicato do Comércio Varejista.

A partir deste evento, serão discutidos possíveis planos de ação e medidas para tentar conter o agravamento da situação.