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Em Guarapuava polícia militar atende ocorrência de injuria racial

23 de julho de 2021 às 09:15
Você que tem essa cor, tem que ir lá e juntar, relatou a vítima, que sentiu sua honra denegrida tanto com as palavras quanto pelo gesto e tom de voz utilizado pelo homem, e que enquanto a mesma recolhia o lixo, o senhor observava da porta do seu estabelecimento.

Por volta das 18h do dia 22 de julho de 2021, policiais militares em patrulhamento, quando foram acionados via Copom para atender uma situação de injuria racial na Rua Tucuruí, Vila Carli.

Em contato com uma jovem de 21 anos de idade, esta bastante nervosa, constrangida, em lágrimas, relatou a equipe policial que trabalha em uma empresa de piscinas e que na presente data um senhor, de 48 anos , sócio proprietário de um restaurante que fica ao lado do seu local de trabalho, foi até a porta da empresa enquanto a jovem atendia a uma cliente e disse para a mesma, “eu não sou obrigado a juntar o lixo de vocês todos os dias, e após essa fala com a intenção de deprecia-la em relação ao seu tom de pele disse:

Você que tem essa cor, tem que ir lá e juntar, relatou a vítima, que sentiu sua honra denegrida tanto com as palavras quanto pelo gesto e tom de voz utilizado pelo homem, e que enquanto a mesma recolhia o lixo, o senhor observava da porta do seu estabelecimento.

Após ouvir ao relato da mesma, a equipe foi até o restaurante e em contato com o senhor, este negou a injuria racial e confirmou apenas a irritação em relação ao lixo produzido pela empresa em que a jovem trabalha, que segundo o mesmo é depositado em local que o vento joga para a frente do seu restaurante, e que em nenhum momento utilizou termos se referindo ao tom de pela da jovem.

Diante dos fatos as partes foram encaminhadas para a 14ªSDP para os procedimentos cabíveis, foi encaminhada também uma testemunha que disse estar no banheiro no momento dos fatos e ouviu a discussão.

Na delegacia de polícia civil a vítima decidiu pela não representação criminal contra o acusado.