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Previsão alerta para onda de frio que pode ser a mais intensa em 30 anos

26 de julho de 2021 às 14:49
A nova onda de frio que vem na retaguarda deste sistema vai derrubar as temperaturas a partir da quarta-feira no Paraná, mas especialmente nas madrugadas de quinta, 29 e sexta-feira, 30 desta semana.

A previsão do tempo alerta para uma onda de frio que pode ser a mais intensa dos últimos 30 anos, caso a temperatura mínima prevista de -10°C seja alcançada em São Joaquim, em Santa Catarina.

A última vez que os termômetros registraram esta temperatura foi no dia 2 de agosto de 1991. O atual recorde de frio deste ano é do dia 20 de julho quando a mínima registrada foi de -8,2°C, na cidade de Urupema, na serra catarinense.

“O problema é que a estação meteorológica desta cidade só tem 10 anos de uso e, portanto, não dá para compararmos com recordes históricos, por isso estamos considerando outras cidades com estações mais antigas de Santa Catarina”, explica Desirée Brandt, da Somar Meteorologia.

“No entanto, é prematuro dizer que será a onda de frio do século de acordo com os dados Epagri. Isto porque já tivemos -14°C em Caçador no meio-oeste de Santa Catarina, no dia 11 de junho de 1952.

Em Canoinhas foram registrados -12°C no dia 7 de agosto de 1963 e em Xanxerê, no oeste do estado, a menor mínima foi de -11,6°C em 25 de junho de 1991.

Para os próximos dias, o frio não vai chegar a ser tão intenso assim. A menor mínima prevista, como foi dito anteriormente, é de -10°C”, explica Pryscilla Paiva, editora-chefe do Tempo.

Retorno das chuvas 

Nessa semana, a passagem de uma frente fria volta a mudar o tempo nas áreas produtoras. A chuva chega entre terça, 27, e quarta-feira, 28, sobre o Paraná e parte de São Paulo, de forma bastante irregular e com baixo acumulado.

A nova onda de frio que vem na retaguarda deste sistema vai derrubar as temperaturas a partir da quarta-feira no Paraná, mas especialmente nas madrugadas de quinta, 29 e sexta-feira, 30 desta semana.

De um modo geral, as geadas esperadas para o Sul nesta semana impactam diretamente o milho, fumo e trigo precoces, pastagem, hortaliças e cana e café do Paraná.

Por outro lado, frutas de inverno seguem beneficiadas pela queda da temperatura nessa área. Entre Mato Grosso do Sul, São Paulo e sul e cerrado de Minas Gerais, simulações mais recentes dão conta de uma onda de frio igual ou mais branda do que a última.

Plantas já fragilizadas da semana anterior, ou em áreas mais vulneráveis podem sofrer danos pontuais nas culturas de cana, café, hortaliças e citros. “Porém, é uma onda de frio mais curta do que a anterior. A friagem chega ao Norte, também com curta duração no final da semana”, explica Dessiré.

Posteriormente, a partir do domingo, 1 de agosto, o tempo volta a mudar e a chuva retorna para o Sul do País. Outros destaques da semana são o mar agitado e a chuva mais volumosa entre os portos de Paranaguá e Santos nesta semana.

No Nordeste, chuvas continuam a beneficiar a região do Sealba (Sergipe, Alagoas e Bahia) e também áreas produtoras de cana entre Paraíba e Pernambuco. O tempo seco no interior do País favorece o restante da colheita do algodão, porém pode favorecer focos de incêndios.

Somente a título de curiosidade, a menor temperatura já registrada na América do Sul no último século aconteceu em Sarmiento, na Argentina, com -32,8°C no dia 1 de junho de 1907.

“Quando estamos falando de recordes, tudo é uma questão de referência, precisamos saber se o recorde está relacionado com o alcance da massa de ar polar pelo território, ou de um valor absoluto já registrado. A maioria das estações meteorológicas do Brasil não tem 100 anos”, explica Desirée.