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Professora prudentopolitana da Unicentro finaliza doutorado com tese voltada à apicultura, pela UFPR

27 de agosto de 2021 às 15:42
Conheça a trajetória da professora e pesquisadora Ana Léa Macohon Klosowski

Ana Léa Macohon Klosowski é professora de no curso de Ciências Contábeis da Unicentro há 28 anos. Nessa trajetória como docente, a prudentopolitana pôde desenvolver, cada vez mais, o interesse pela pesquisa e em especial pela apicultura.

De acordo com a professora, a ideia do tema para a tese não é algo recente. Desde 2006 a pesquisadora já está envolvida em projetos de extensões promovidos na Universidade Estadual do Centro-Oeste, a Unicentro.

Em entrevista ao Portal Nossa Gente, Ana Léa explicou que na época as pesquisas acerca do mel surgiram para suprir uma necessidade. “O mel brasileiro havia sofrido embargo por parte da União Europeia (UE), e um grupo de apicultores de Prudentópolis, preocupados com a organização da cadeia produtiva, solicitou auxílio à Universidade.”, comentou a professora.

DOUTORADO

Com relação ao tema do Doutorado, finalizado há alguns meses, Ana Léa disse que a decisão de pesquisar sobre a apicultura e as Indicações Geográficas ocorreu a partir de conversas no Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas, da Universidade Federal do Paraná (UPFR). “Juntamente com meu orientador, Prof. Dr. Marcos Paulo Fuck, percebemos que a reflexão da temática promoveria questionamentos sobre a realidade das duas Indicações Geográficas (IGs) que protegem méis no Estado do Paraná: “Ortigueira” e “Oeste do Paraná””, informou a pesquisadora.

A temática também ganha destaque pelo mel ser uma matriz muito complexa. Ou seja, há interferências de variáveis não controláveis pelas quais ele pode passar, como o clima, insetos sugadores, degradação de florestas, entre outros. Justamente por isso, surgiu a importância do debate sobre a diminuição das populações de abelhas.

Contudo, a pesquisadora salienta que não basta estudos sobre o tema, novas ações também precisam ser criadas para auxiliar no combate a mortalidade das abelhas no estado. “Essa temática engloba um conjunto de fatores que aponta para necessidade de políticas públicas voltadas tanto à saúde das abelhas, como para a conservação da biodiversidade, que, inclusive, poderá ser protegida pelas Indicações Geográficas.”. Finalizou Ana Léa.

HISTÓRIA

Ana Léa possui graduação em Ciências Contábeis pela Unicentro, mestrado em Contabilidade Avançada pela Universidade de Marília (UNIMAR) e, agora, Doutorado em Políticas Públicas pela UFPR.