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Cantor e compositor tradicionalista, Iedo Silva morre vítima da covid-19

16 de setembro de 2021 às 13:03
Iedo foi compositor e interprete de músicas como Ala-Pucha Tchê, Me Comparando ao Rio Grande, Chiquita e Pampa na Garupa.

Foto: Divulgação

O cantor e compositor tradicionalista Iedo Silva faleceu na quarta-feira (15), aos 74 anos. Sua morte foi comunicada na própria página do artista no Facebook. Ainda segundo a publicação, o velório será restrito à família. Confira o comunicado abaixo:

“É com imensa tristeza que comunicamos, no dia de hoje, 15 de setembro, dia do gaiteiro, mais uma grande perda para o nosso Rio Grande, Iedo Silva. Vítima de complicações pelo coronavírus, o cantor, compositor e intérprete de grandes sucessos, como Ala-Pucha Tchê, Me Comparando ao Rio Grande, Chiquita e Pampa na Garupa, defendeu, durante os mais de 45 anos de carreira, a música tradicionalista gaúcha”, diz a publicação.

“Agradecemos, em nome de sua família, as orações, o carinho e o respeito de seus amigos, fãs e colegas por toda a sua trajetória. Comunicamos que, por razões de segurança e protocolos de saúde, a despedida será restrita à família”, acrescenta o texto.

Publicações nas redes sociais do artista indicam que ele havia descoberto um câncer de próstata recentemente e foi internado no Hospital de Clínicas, em Porto Alegre, para tratamento.

Natural de Cachoeira do Sul, Iedo Silva deu seus primeiros passos na música na década de 1960, tocando em bailes de localidades como o Piquiri. Já nos anos 1970, mudou-se para a Capital. Foi nesse mesmo período que fundou o grupo Os Tauras, deixando-o na década seguinte para fundar o conjunto Os Farrapos.

Desde a década de 1990, Iedo Silva seguia carreira solo. Em entrevista ao Galpão Crioulo em 2016, o tradicionalista falou sobre os 40 anos de carreira, comemorados com o lançamento de um disco especial.

— Eu tive a coragem de gravar oito canções inéditas, que estavam no baú lá, e regravei quatro. Estou muito feliz com essas músicas inéditas, acho que a turma estava com saudade — comentou sobre a repercussão do trabalho, que conta com faixas como Macaco VelhoRancho da Saudade e Meu Galpão.

Ao ter seu estilo e sua voz característica destacados pelos apresentadores Neto Fagundes e Shana Müller, Iedo ainda brincou:

— Ninguém me imita. Mas sabe por quê? Quem é que vai querer imitar uma voz rouca que nem a minha?

Em 2020, o músico também gravou uma participação virtual no Galpão Crioulo tocando com o filho, Rodrigo Silva.

— A marca é pra matar a saudade: Me Comparando ao Rio Grande — apresentou ele, fazendo referência a um de seus principais sucessos.

Fonte: Diário Gaúcho