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Irati terá Dia D de Combate à Dengue

25 de novembro de 2021 às 16:56
Agentes de endemias farão panfletagens nas escolas, nos principais pontos comerciais da cidade e na Rua Doutor Munhoz da Rocha

Com o início do período mais quente do ano, aumenta a incidência de casos de dengue na comunidade. Para mobilizar a população no combate ao mosquito Aedes Aegytpi, vetor da doença, o setor de endemias da Secretaria de Saúde de Irati promoverá, na próxima sexta-feira (26), o Dia D de Combate à Dengue. Serão feitas panfletagens em escolas, nos principais pontos comerciais e na Rua Dr. Munhoz da Rocha, no centro da cidade, durante todo o dia. Nos bairros, a distribuição do material será feita em frente a alguns supermercados e pontos estratégicos.

O Dia Nacional de Combate à Dengue foi celebrado em todo o Brasil no sábado (20). Entretanto, segundo o coordenador dos agentes de endemias, Élcio de Jesus Fernandes, com a anuência da 4ª Regional de Saúde, o município de Irati decidiu realizar as atividades, na próxima sexta-feira, para abranger mais pessoas ao longo do dia. “Nós recebemos alguns folders que estaremos repassando nas escolas, nos pontos comerciais de maior movimento da nossa cidade, juntamente com todos os agentes de endemias, e vamos contar com a parceria dos agentes comunitários de saúde”, explica Fernandes, enfatizando que a população não pode deixar esta doença esquecida.

Os trabalhos serão concentrados nos horários de entrada e saída das escolas. Segundo Élcio, o risco de se contrair a dengue em Irati foi classificado como médio, com 167 focos do mosquito registrados ao longo do ano. Isto vem causando preocupação por conta da movimentação das pessoas, que podem se contaminar em outras cidades e trazer casos da doença para o município.

“Com certeza, neste ano, já temos observado bastante movimentação, o pessoal viajando, muitas pessoas querendo ir para as praias, em locais onde pode haver mais focos. Nunca tivemos um surto de dengue aqui, mas temos que tomar todas as precauções, pois sabemos que existem os focos do mosquito. As pessoas podem se contaminar e causar uma epidemia. Temos que nos cuidar, o máximo possível, para que isto não aconteça”, enalteceu.

Foco na prevenção

O foco maior da campanha será a prevenção. Um dos fatores a ser levado em consideração é de que, mesmo com os dias frios registrados ao longo deste ano, os ovos do Aedes Aegypti sobrevivem em locais com água parada por até 405 dias, e necessitam de água e calor para eclodirem. “Pedimos que a população se conscientize com relação a isto, não deixe água parada, verifique e elimine os locais que possam armazenar água porque ali pode ter o ovo do mosquito e, tendo água e calor, são fatores para a propagação dele, que é o transmissor do vírus da dengue”, ressaltou Fernandes.

Élcio pede que os moradores que possuem terrenos baldios providenciem a limpeza destes locais. Caso contrário, eles estarão sujeitos à aplicação de uma multa, no valor de seis Unidades de Referência Municipais (URM’s), o correspondente a R$ 487,68. “Inclusive, já temos uma porção de notificações e, na sequência, estaremos efetivando as multas. Não queremos que isto aconteça, mas sim, que a situação se resolva da melhor forma possível, sem chegar ao extremo de multar”. O setor de Endemias solicita a conscientização e responsabilidade da população.

O prazo para notificação do proprietário de terreno baldio varia de 15 a 30 dias, a partir da denúncia feita à Ouvidoria do município. A partir do momento em que o proprietário é notificado, se ele não cumprir o prazo para limpeza do imóvel, ele é multado pelo município.

Como é o mosquito?

Ele é silencioso, voa baixo, pode atingir até 5 km de distância (infectando pessoas de regiões diferentes), ataca, preferencialmente, no início da manhã ou no fim da tarde, vive por até 30 dias, é pequeno, preto e tem manchas brancas, medindo até 1 cm. Ele espalha seus ovos em locais diferentes, o que aumenta suas chances de reprodução; seus ovos podem sobreviver por até um ano e meio em local seco. As larvas dos mosquitos nascem em até uma semana, pois, em contato com a água parada, a reprodução deles é rápida. O Aedes também se reproduz na água suja.

Sintomas da dengue

Os principais sintomas da dengue são: febre alta com início súbito, dor de cabeça e atrás dos olhos, manchas vermelhas pelo corpo (parecidas com sarampo e rubéola), tonturas, náuseas e vômitos, dor no corpo, moleza, cansaço e dores nas articulações. Em casos mais graves, o paciente pode apresentar fortes dores abdominais, sangramento no nariz e gengiva e boca seca. Caso a pessoa tenha algum destes sintomas, deve procurar a Unidade de Saúde o mais rápido possível.

Dicas para eliminar possíveis focos do mosquito da dengue:

– Eliminar água de pratinhos de vasos de plantas e colocar areia até a borda;

– Retirar a água de pneus e guardá-los em locais secos. Se isto não for possível, é necessário colocar areia naqueles que possam acumular água;

– Garrafas de vidro ou plástico devem ser guardadas sempre com o gargalo para baixo;

– Dentro ou fora de casa, é necessário manter a tampa das lixeiras fechada e os sacos plásticos devem ser fechados, corretamente;

– Evitar o acúmulo de entulhos e sobras de materiais de construção, pois estes podem se tornar focos de reprodução do mosquito;

– Remover a água parada nas folhas de bromélias ou outras plantas que acumulem água pelo menos duas vezes por semana;

– Verificar se há entupimentos em ralos. Se não for utilizá-los, mantenha-os fechados;

– Retirar sempre a sujeira e a água acumulada em lajes e calhas;

– As bandejas externas das geladeiras devem ter a água retirada e ser escovadas com água e sabão frequentemente;

– Deixe a tampa de vasos sanitários sempre fechada. Em banheiros pouco usados, dê descarga uma vez por semana;

– Trate a água de piscinas com cloro, e limpe-as uma vez por semana;

– Tampinhas de garrafa, cascas de ovo, latinhas, embalagens, copos plásticos ou qualquer outro objeto que possa acumular água devem ser colocados em sacos plásticos. Depois, feche-os bem e jogue no lixo;

– Potes para água e comida de animais domésticos devem ser lavados pelo menos uma vez por semana com uma escova.

(Texto: Assessoria/com revisão).