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Secretário de Justiça pede que Polícia Civil investigue invasão e interrupção de missa na Igreja do Rosário

7 de fevereiro de 2022 às 15:06
De acordo com a assessoria, a situação ocorreu na Igreja Nossa Senhora do Rosário de São Benedito, durante um protesto contra o assassinato do jovem congolês Moïse

O secretário Ney Leprevost, de Justiça, Família e Trabalho está encaminhando nesta segunda feira um pedido formal para que a Polícia Civil investigue possível prática de crime em invasão de igreja e interrupção de missa que teria ocorrido no último sábado em Curitiba.

“Pessoas da comunidade me procuraram pra relatar  que neste final de semana, militantes de esquerda invadiram a Igreja Nossa Senhora do Rosário de São Benedito, no São Francisco, em Curitiba. Interromperam a missa, assustaram as velhinhas que rezavam, hastearam a bandeira do Partido Comunista, calaram o padre, subiram no altar e fizeram discursos políticos, inclusive contra a própria Igreja Católica. Isto é um absurdo, fere gravemente a Constituição Federal”, afirma o secretário.

“Até onde consegui me informar, o pretexto inicial para a manifestação que desencadeou o fato era justo, mas não tinha nada a ver com a igreja. Era um protesto contra o assassinato covarde do jovem congolês Moise, ocorrido na praia da Barra da Tituca, no Rio de Janeiro. Afinal, qualquer pessoa minimamente esclarecida, percebe que o racismo é um crime que ainda está incrustado na sociedade brasileira, muitas vezes com requintes de extrema crueldade,”avalia Ney.

Segundo a assessoria do secretário, que supostamente pode ter acontecido na Igreja do Rosário fere a Constituição Federal e é crime previsto no Código Penal Brasileiro:”Art. 208 – Escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa; impedir ou perturbar cerimônia ou prática de culto religioso; vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso:
Pena – detenção, de um mês a um ano, ou multa.
Parágrafo único – Se há emprego de violência, a pena é aumentada de um terço, sem prejuízo da correspondente à violência.”

“Intolerância religiosa é inaceitável, não pode ficar impune. Por isto, na condição de responsável pela pasta que tem o dever de levantar a bandeira dos Direitos Fundamentais estabelecidos pela Constituição Federal,  Federal, estou enviando expediente formal a Polícia Civil pedindo que investigue os fatos deste final de semana”, afirma Ney.

(Texto: Assessoria/com revisão).