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Foco de raiva é confirmado em bovino, no Rio dos Patos

21 de março de 2022 às 17:52
Segundo a fiscal da Adapar, a vacina é importante para prevenir a doença

Um foco de raiva foi diagnosticado em um bovino na sexta-feira (18) na localidade do Rio dos Patos, em Prudentópolis. A informação foi divulgada pela Agência de Defesa Agropecuária do Paraná, Adapar, na manhã desta segunda-feira (21). Este é o segundo foco da doença registrado no município deste o início do ano.

A raiva é uma doença transmitida por morcego hematófago. Por isso, conforme a fiscal de Defesa Animal da Adapar, Márcia Mendes, quando o animal não está com as doses das vacinas em dia fica mais suscetível a pegar a doença quando atacado pelo morcego.

O foco foi registrado no Rio dos Patos, mas é importante que a população também fique atenta nos 12 km a partir do local onde o animal foi diagnosticado, já que a região também se torna um perifoco da doença.

Segundo Márcia, os produtores rurais devem fazer a  vacina anualmente em todos os animais domésticos, sendo aplicados 2 ml em cada animal. Depois de 20 a 30 dias o reforço da vacina deve ser feito.  “A partir do momento em que o animal inicia com os sintomas clínicos, sempre leva a morte. Por isso, é importante que seja feita a prevenção dessa doença, que é a vacina e o reforço”, explicou a Fiscal.

A coleta para o diagnóstico da raiva não tem custo para o produtor, mas comprovação da doença só pode ser feita após o animal entrar em óbito. Dessa forma, quando o produtor estiver com algum animal apresentando suspeita da raiva, com sintoma nervoso, pernas mais fracas ou atitude diferente, deve avisar a Adapar.

“Às vezes pode ser alguma outra doença, como um amarelão, mesmo assim o produtor deve sempre tomar cuidado para não colocar a mão na boca, para evitar o contato direto com esse animal. E se acontecer de ter que medicá-lo, usar sempre luva, lavar bem as mãos com água e sabão”, salientou a fiscal de defesa animal da Adapar.

Em entrevista a Rádio Esperança, Márcia também comentou que caso algum morador aviste o local onde estejam os morcegos que podem estar transmitindo o vírus aos animais, ele deve acionar a Adapar para a fiscalização do ambiente.

(Matéria: Samilli Penteado/jornalista).