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Golpe do nudes corresponde a 70% dos estelionatos aplicados em Prudentópolis

3 de junho de 2022 às 17:03
Mais de 100 casos, de diferentes estelionatos, foram registrados desde o início do ano em Prudentópolis

Os golpes de estelionato têm ganhado cada vez mais notoriedade pelo aumento nos últimos meses. Em Prudentópolis, desde o início do ano mais de 100 casos já foram notificados pela Polícia Civil, segundo informações repassadas pelo delegado Rodrigo Cruz dos Santos.

Conforme o agente, o golpe do nudes tem sido o mais frequente no município, correspondendo a cerca de 70% dos casos. Neste golpe, a vítima começa conversar com o criminoso, que finge ser outra pessoa, por meio das redes sociais. Depois, ocorre a troca de fotos íntimas e na sequência, uma outra pessoa entra em contato com a vítima alegando ser um delegado de outro estado, afirmando que as fotos eram de uma pessoa menor de idade e que ele responderia por um crime. Em alguns casos, por medo, constrangimento ou vergonha, o acusado entrega o dinheiro exigido para não ser preso ou exposto pela ação.

“A ação não necessariamente envolve ameaça, e sim o golpe se dá por enganar a pessoa. No golpe do nudez, muitas vezes a pessoa não procura a delegacia por receio de ser revelada a situação para o companheiro ou companheira, ou por acreditar que realmente se trata da Polícia Civil de outro estado e que terá que responder por algum crime”, explicou o delegado Rodrigo em entrevista.

Até o fim de maio, o mês que mais havia tido registros de estelionatos foi abril, com 27 boletins de ocorrência, seguido por março com 23, fevereiro com 21, janeiro com 15 e maio, que até o dia 24, havia contabilizado também 15 casos. O crime está previsto no artigo 171 do Código Penal Brasileiro.

Atrás do golpe do nudes, com menor frequência, estão os golpes do falso empréstimo, do intermediador da OLX,  golpe do boleto fraudado e do cartão clonado.

Recuperação do dinheiro

De acordo com Rodrigo, depois que o depósito é feito é muito difícil com que o dinheiro seja recuperado. “Essas pessoas, geralmente, são quadrilhas especializadas que usam diversas contas. Por isso, assim que é finalizada a transferência eles encaminham esse dinheiro a várias outras contas (…) a gente não consegue, na Delegacia, determinar um bloqueio de valor no banco”, salientou o delegado.

Para evitar chegar em casos como esses, a atenção e desconfiança de situações diferentes do cotidiano são alguns dos pontos principais a serem tomados. Além disso, a Polícia Civil e a Polícia Militar podem auxiliar, caso a vítima procure ajuda antes e denuncie, a evitar que o golpe seja concluído.

(Matéria: Samilli Penteado).