Nossa Gente

Seu novo portal de notícias em Prudentópolis e região

Paraná capacita serviços para detecção da varíola dos macacos

22 de junho de 2022 às 16:16
O primeiro caso no Brasil foi confirmado em 9 de junho, em São Paulo. Agora, segundo a Agência Brasil, já são 11 casos no País – sete em São Paulo, dois no Rio Grande do Sul e dois no Rio de Janeiro

Mesmo sem confirmações ou casos da varíola dos macacos em investigação no Paraná, o Estado se antecipou e está capacitando os serviços de saúde para a detecção precoce da doença. Nesta quarta-feira (22), foi aprovada na Comissão Intergestores Bipartite do Paraná (CIB) a Nota Orientativa nº 01/2022, sobre o fluxo assistencial para os casos suspeitos e confirmados. O documento já foi enviado aos municípios para orientação. Além disso, a Secretaria de Estado da Saúde criou uma página destinada a informações e publicações sobre a doença AQUI.

“Já existem casos confirmados no Rio Grande do Sul. O vírus está circulando nesta região do país e, provavelmente, deve chegar ao Paraná em algum momento. Por este motivo, nossas equipes de Vigilância estão capacitando profissionais de todo o Estado e se mantêm em alerta”, disse o secretário de Estado da Saúde, César Neves.

Em maio, um surto de varíola dos macacos, doença chamada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) de Monkeypox, foi confirmado no Reino Unido e acendeu uma preocupação em diversos países onde a doença não é considerada endêmica (habitual).

O primeiro caso no Brasil foi confirmado em 9 de junho, em São Paulo. Agora, segundo a Agência Brasil, já são 11 casos no País – sete em São Paulo, dois no Rio Grande do Sul e dois no Rio de Janeiro.

O que é

A varíola dos macacos é uma doença viral e a transmissão entre humanos ocorre principalmente por meio de contato com lesões de pele de pessoas infectadas ou objetos recentemente contaminados. A infecção causa erupções que geralmente se desenvolvem pelo rosto e depois se espalham para outras partes do corpo. Os principais sintomas envolvem febre, dor de cabeça, dores musculares, dores nas costas, linfadenopatia, calafrios e fadiga.

A erupção cutânea passa por diferentes estágios e pode se parecer com varicela ou sífilis, antes de finalmente formar uma crosta, com posterior cicatrização. Quando a crosta desaparece, o paciente deixa de infectar outras pessoas. O período de incubação (data de contato com o vírus até o início dos sintomas) é de 6 a 16 dias, mas pode chegar a 21 dias. Além disso, a doença é semelhante à varíola humana, erradicada desde 1980, mas com sintomas mais leves e baixo contágio.

(Matéria: AENPr/com revisão).