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Ney Leprevost protocola projeto de lei para proibir no Brasil a matança cruel de cavalos e outros equídeos

5 de setembro de 2022 às 15:07
Além dos aspectos culturais, existem diversas denúncias de que o abate de equídeos não cumpre adequadamente as normas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento referentes ao “abate humanitário”

Com o objetivo de combater práticas cruéis contra animais, o deputado Ney Leprevost protocolou na Câmara Federal o projeto de lei para proibir o abate de equídeos, como cavalos, mulas e jumentos, com a finalidade de comércio de carne para consumo ou exportação no Brasil.

De acordo com levantamento do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o abate de equídeos de maneira cruel tem aumentado de forma alarmante no país.

Segundo notícias veiculadas pela imprensa a crueldade esta presente em matadouros de cavalos. Há relatos de denúncias onde os animais, 12 horas antes do abate são privados de água e alimento, para amaciar a carne; conduzidos molhados a um corredor e dali tangidos com choques elétricos de 240 volts; e a seguir tomam uma pancada na cabeça e tem suas patas cortadas com machado, tesoura grande ou serra, de forma a esgotar todo o sangue.

Ney Leprevost ressalta que no Brasil não existe o hábito de consumo de carnes equinas, de modo que seu abate atende meramente a interesses econômicos de exportação. Além disso, o abate de cavalos em si também é considerado um ato cruel, pois não utiliza técnicas adequadas de atordoamento e insensibilização, previamente à sangria.

Além dos aspectos culturais, existem diversas denúncias de que o abate de equídeos não cumpre adequadamente as normas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento referentes ao “abate humanitário”, ou seja, o conjunto de procedimentos técnicos e científicos capazes de garantir o bem- estar dos animais desde seu embarque nos veículos de transporte até a operação de sangria no matadouro-frigorífico.

“Os cavalos são amigos do ser humano. O abate destes animais, além de crueldade e ganância, mostra falta de cultura. Até os grandes líderes militares da história, como Alexandre, o Grande e Napoleão, tratavam estes animais de forma humanitária e tinham por eles elevada estima. Os equídeos ajudam o homem do campo em uma série de tarefas importantes. São os melhores amigos de crianças especiais que tem na equoterapia um excelente tratamento. Estou declarando guerra aos ambiciosos sanguinários que matam estes animais para exportar sua carne pra países atrasados apenas com objetivo de enriquecer cada vez mais”, afirmou Ney.

(Matéria: Assessoria).