Perfis com ameaças a colégios causam tumulto nas redes sociais, em Prudentópolis e região

3 de abril de 2023 às 16:22

Após o atentado em uma escola de São Paulo, que deixou uma professora morta na última semana (27), outras ameaças de massacres foram divulgadas em diferentes regiões do país.

Na última sexta (31), dois perfis no Instaram causaram medo e alerta a comunidades escolares de Prudentópolis e Guamiranga.

Os perfis remetiam a possíveis ataques no Colégio Estadual Cívico-Militar Barão de Capanema e no Colégio Estadual Alberto de Carvalho, ambos de Prudentópolis.

Em Guamiranga, a ameaça foi feita ao Colégio Estadual Francisco Ramos.

Os três colégios correspondem ao Núcleo Regional de Educação de Irati.

“Lamentamos esses perfis criados que vêm justamente para causar medo, pânico e aterrorizar famílias e estudantes”, disse em entrevista o chefe do Núcleo, Marcelo Komar.

 

Imagem: reprodução redes sociais.

De acordo com ele, a partir de relato dos diretores o Núcleo fez as orientações necessárias, preparou a rede de proteção com as autoridades policiais e repassou as informações ao Ministério Púbico. “Quero dizer aos pais que o trabalho foi feito com relação às investigações e que ele vem sendo acompanhado pelas autoridades policiais”, completou.

Em entrevista, o tenente da 4ª Companhia da Polícia Militar (PM), Walla Schreiner informou que o autor dos perfis foi identificado como um(a) estudante. Depois da busca, as orientações e as medidas cabíveis foram feitas pela equipe policial. A ocorrência deve ser assumida pela polícia judiciária em caso de responsabilização.

“Dessa situação, a gente tem que prestar muita atenção em duas coisas. Precisamos entender o que gera esse comportamento, o que faz com que essa criança brinque com esse tipo de coisa ou pense nesse tipo de coisa, e isso vai além da Polícia Militar. É competência de todo um sistema educacional e um sistema de segurança que envolve diversos e diversos órgãos, mas é preciso entender e atuar na causa do problema”, comentou Walla.

Para o chefe do Núcleo de Educação, o pensamento é semelhante. O caso demonstra a necessidade de diálogo e de conscientização sobre a gravidade dessas situações. “São atos que não podem ocorrer no meio escolar. Que os estudantes tenham atitudes de trabalho em conjunto, parceria e empatia para que essas situações não venham a ocorrer (…) E que os pais confiem no nosso trabalho e continuem encaminhando os seus filhos as escolas”, finalizou.

Nesse primeiro momento, palestras educacionais deverão ser realizadas nos colégios, segundo o Núcleo de Educação.

Denúncias sobre casos semelhantes, ou possíveis informações devem ser feitas a polícia e repassadas aos diretores das instituições.

Foto: reprodução Internet.

Foto: reprodução Internet.

Guamiranga

Em Guamiranga, cidade que fica a cerca de 20 minutos de Prudentópolis, uma reunião ocorreu na manhã dessa segunda-feira (03) no Colégio Francisco Ramos para tratar do mesmo assunto.

O delegado da Polícia Civil de Imbituva, Thiago Andrade participou do encontro com a comunidade escolar.

“A população realmente fica angustiada com essa situação, toda a comunidade. Contudo, a Polícia Civil está tratando o caso com toda a seriedade que o caso requer. A Polícia está empenhada em identificar os autores e responsabilizá-los por esse ato covarde que é espalhar o medo e disseminar o caos na população”, salientou o delegado em entrevista ao NOSSA GENTE.

Um inquérito foi instaurado para apurar os crimes de ameaça e apologia ao crime no local. “Vamos identificar e responsabilizar criminalmente essa pessoa, seja adulto ou adolescente”, afirmou o delegado durante a reunião.

O colégio também foi alvo de ameaça nas redes sociais. Foto: reprodução Internet.

A reunião reuniu pessoas da comunidade escolar e policiais civis. Foto: reprodução PCPR.

Paraná e Brasil

No entanto, não é apenas na região de Prudentópolis que situações de ameaças foram notificadas. Na cidade paranaense de Iporã, região Noroeste do Estado, a Polícia Civil do Paraná (PCPR) também identificou o autor de uma ameaça de massacre escolar.

O adolescente (17 anos) foi localizado na quinta-feira (30), no mesmo município.

Segundo a polícia, as ameaças eram feitas do mesmo modo por uma rede social, em uma conta falsa onde eram divulgadas ameaças e ações de possíveis atos violentos na escola.

Na investigação, foi cumprido um mandado de busca e apreensão na residência do autor. No local, foi identificado e apreendido o celular utilizado para criar as postagens.

“Assim que soubemos do fato iniciamos a investigação que durou mais de 24 horas ininterruptas. Fizemos as diligências nas ruas e demais técnicas especiais de investigação necessárias’’, afirma o delegado da PCPR Felipe Martins.

O autor foi ouvido na Delegacia da PCPR de Iporã e afirmou ter feito a postagem como uma forma de brincadeira após o ocorrido em São Paulo.

Além desses casos, ocorrências similares foram registradas em duas cidades de Goiás, na região metropolitana de Belo Horizonte, em Belém, no Pará, e também no Distrito Federal, conforme matérias publicadas nos portais G1, R7 e Correio Braziliense.

Os casos seguem sendo investigados pela Polícia Civil.

(Matéria: Samilli Penteado, redação Nossa Gente; com informações da PCPR**).

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