Ato em memória ao povo ucraniano foi realizado no parque Tingui em Curitiba

26 de fevereiro de 2024 às 20:08

Mais uma vez, uma forte manifestação civil ucraniana aconteceu contra a Rússia do ditador nazista Vladimir Putin, que há dois anos vem cometendo os mais hediondos crimes contra a humanidade, praticando um assustador e maciço genocídio, tentando tirar a Ucrânia do mapa mundial, destruindo a nação e o povo ucraniano com a sua identidade e cultura milenar.

Foi no sábado, dia 24 de fevereiro, com início às 18:30, no Parque Tingui, em Curitiba. O evento homenageou as vítimas e os combatentes da Guerra da Ucrânia.

“Serão dois anos completos de sofrimento do povo ucraniano com a guerra, dois anos de agressão russa, dois anos em que diariamente nossos heróis tentam proteger o povo e o território da Ucrânia”, diz a mensagem do convite dos organizadores do ato em Curitiba.

Organizado pela Representação Central Ucraniano Brasileira – RCUB, com o apoio da Sociedade Ucraniana do Brasil – SUBRAS, do Clube Poltava, Associação dos Amigos da Cultura Ucraniana – TPUK, da Metropolia Católica Ucraniana São João Batista, membros da Igreja Ortodoxa e da Prefeitura Municipal de Curitiba através da Fundação Cultural.

Representando o Arcebispo Metropolita Dom Volodemer Koubetch, estavam o Pe. Domingos Statepravo, OSBM, o Pe. Samoel Hupolo e o Pe. Teodoro Hanicz, OSBM.

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O ato teve início com o Hino Nacional da Ucrânia e do Brasil. Fizeram uso da palavra: o Presidente da Representação Central Ucraniana – RCUB Vitório Sorotiuk, o Cônsul Honorário da Ucrânia Mariano Czaikowski, a Cônsul Geral da Polônia Marta Olkowska e a Cônsul da Itália Eugenia Berti Tiziana. Os religiosos presentes rezaram um Pai Nosso no encerramento.

Vitório Sorotiuk fez um discurso contundente (ler na íntegra abaixo), descrevendo as barbáries cometidas por Putin e o significado de sua atuação fascista no quadro geopolítico da Europa e do mundo.

“A Rússia não é uma ameaça só para a Ucrânia. A sua ideologia, o ruscismo, coquetel de culto da superioridade russa, com imperialismo e desrespeito à democracia, é em primeiro lugar uma ameaça direta para todo o continente europeu e uma ameaça global, como várias vezes já demonstrou, com a ameaça do uso de armas nucleares.

O ruscismo é uma ameaça à democracia global pois na Rússia não existe liberdade para disputar eleições, de organização, de manifestação e de imprensa”, destacou Sorotiuk.

Reiteradamente, ele não somente denunciou e alertou sobre a gravíssima imoralidade e periculosidade do ditador russo, mas também chamou a atenção para a necessidade de atuação concreta. Citando várias urgências diante da dramática realidade, ele concluiu: “Nós precisamos trabalhar pela paz, mas não podemos permitir que o agressor abocanhe territórios.

Nós precisamos manter acesa a nossa solidariedade e nosso apoio ao povo ucraniano em sua luta em defesa da liberdade e da soberania”.

Após dois anos de guerra em grande escala entre Rússia e Ucrânia, no meio de uma destruição maciça, de contínuos bombardeamentos e ataques com mísseis em todo o país, o futuro de milhões de pessoas deslocadas permanece incerto.

Este é um resumo das declarações feitas pelo diretor regional do ACNUR para a Europa, Philippe Leclerc. Atualmente, há quase 6,5 milhões de refugiados ucranianos que buscam proteção internacional como refugiados em todo o mundo, e cerca de 3,7 milhões de pessoas continuam deslocadas à força dentro do país (deslocados internos).

Vale lembrar que a Deputada Márcia Huçulak se manifestou por ocasião da triste data. Citando os ucranianos do Brasil, ela disse que “muitos deles têm parentes ou pessoas próximas na área de conflito, sofrendo também os efeitos da guerra”.

O conflito, originado há dois anos, quando a Rússia invadiu a Ucrânia, já deixou estimados 500 mil mortos e feridos, sendo aproximadamente 10 mil civis ucranianos.

A guerra levou 6 milhões de ucranianos – numa população de 44 milhões – a abandonar o país. “É uma tragédia sombria”, avalia a Deputada. De acordo com ela, é preciso apoiar cada vez mais aqueles que buscam a paz e o fim do conflito, porque “lutar pela paz é lutar pela vida”.

De fato, o que podemos e devemos fazer é sempre lutar pela paz, porque é um enorme valor ao mesmo tempo divino e humano.

Secretariado Metropolitano

DISCURSO DO PRESIDENTE DA REPRESENTAÇÃO CENTRAL UCRANIANO BRASILEIRA NO DIA 24 DE FEVEREIRO

DURANTE ATO NO MEMORIAL UCRANIANO EM CURITIBA

Dia 24 de fevereiro 2022. Há dois anos a Ucrânia acordou neste dia sob a agressão russa pelo norte, leste e sul; por terra, ar e mar.

Dia 24 de fevereiro 2022. Há dois anos a Rússia rasgou o Artigo 2.º da Carta das Nações Unidas, descumpriu o Memorando de Budapeste, fez letra morta os tratados de amizade e cooperação com a Ucrânia.

Dia 24 de fevereiro de 2024, hoje. O resultado da agressão é que a Rússia provocou o maior deslocamento de refugiados no planeta em curto espaço de tempo desde o fim da segunda grande guerra mundial, deslocou à força até 300 mil crianças ucranianas, destruiu e danificou 119.885 edifícios residenciais, 3.008 instituições de ensino e 733 hospitais, 526 edifícios culturais e 167 religiosos, e 5.672 instalações de redes de água e eletricidade.

Estão sendo investigados 125.307 crimes de guerra e crimes de agressão cometidos pela Rússia. A agressão russa resultou em danos ambientais na Ucrânia estimados em 600 bilhões de dólares. Cada dia de conflito causa um prejuízo de cerca de 130 milhões de dólares.

Mas a dor e o sofrimento do povo ucraniano são muito maiores que esses números.

Foram cometidos o crime de invasão, crimes de guerra, crimes contra a humanidade e genocídio pelo sequestro e lavagem cerebral em milhares de crianças.

O objetivo do clã oligarca fascista da Rússia é destruir o Estado ucraniano, a sua cultura e a sua identidade. Para a Rússia trata-se de uma guerra imperialista de anexação de território e negação de um povo e para a Ucrânia trata-se de uma guerra imposta, de autodefesa, para manutenção de sua cultura, soberania e integridade territorial.

A Rússia não é uma ameaça só para a Ucrânia. A sua ideologia, o ruscismo, coquetel de culto da superioridade russa, com imperialismo e desrespeito à democracia, é em primeiro lugar uma ameaça direta para todo o continente europeu e uma ameaça global, como vária vezes já demonstrou, com a ameaça do uso de armas nucleares.

O ruscismo é uma ameaça à democracia global pois na Rússia não existe liberdade para disputar eleições, de organização, de manifestação e de imprensa.

Nós precisamos que o Brasil não vá a Moscou prestar solidariedade a Rússia e nem aja como advogado de Putin contra a decisão de prisão do Tribunal Penal Internacional.

Nós precisamos do Brasil falando forte contra a guerra de agressão contra os povos na África, mas não falando fraco frente a Vladimir Putin.

Nós precisamos do Brasil olhando pelas crianças da faixa de Gaza, mas também olhando para as milhares de crianças mortas e raptadas pelo regime russo.

Nós precisamos do Brasil cumprindo integralmente o artigo 4.º de sua Constituição Federal.

Nós precisamos trabalhar pela paz, mas não podemos permitir que o agressor abocanhe territórios.

Nós precisamos manter acesa a nossa solidariedade e nosso apoio ao povo ucraniano em sua luta em defesa da liberdade e da soberania.

Слава Україні! Героям Слава!

Vitorio Sorotiuk

Presidente da Representação Central Ucraniano Brasileira – RCUB

 

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