Ipardes divulga Índice de Preços de Alimentos e Bebidas de abril

7 de maio de 2024 às 15:57

O Índice de Preços Regional Alimentos e Bebidas (IPR-Alimentos e Bebidas) do Estado do Paraná apresentou alta de 0,56% durante abril, resultado menor do que os registrados nos cinco meses anteriores e uma queda de 0,58 ponto percentual em relação a março (1,14%).

Entre os seis municípios paranaenses abrangidos no índice medido pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), destaca-se a queda de 0,06% em Cascavel. As altas ocorreram em Curitiba (1%), Maringá (0,96%), Ponta Grossa (0,70%), Foz do Iguaçu (0,48%) e Londrina (0,26%).

Dos 35 produtos que compõem o IPR destacam-se as reduções mensais nos preços da banana-caturra (-18,68%), feijão carioca (-7,12%) e feijão preto (-6,98%), explicados pela melhora nas condições de produção e a ampliação dos estoques.

“A redução nos preços de banana, feijão carioca e preto está atrelada a uma intensificação da colheita desses produtos, tanto das frutas quanto das leguminosas, o que tem favorecido uma ampliação da maior disponibilidade desses itens nas prateleiras”, explica o diretor do Centro de Estatística Estadual do Ipardes, Marcelo Antonio.

Regionalmente, a redução do preço da banana-caturra foi mais significativa em Curitiba (-21,06%), seguida por Ponta Grossa (-20,99%), Londrina (-20,21%), Foz do Iguaçu (-19,91%), Maringá (-15,52%) e Cascavel (-14,12%).

Entre as maiores altas relatadas em abril estiveram a do alho (18,63%), cebola (15,01%) e tomate (5,39%), reajustes vinculados ao processo de finalização das últimas safras.

“Esses reajustes estão vinculados a safras que já foram ou estão sendo concluídas. Com isso, observa-se a redução de estoque desses produtos e a restrição da oferta. Acrescenta-se a isso o cenário de quebra de safra tanto da cebola quanto do alho, advindas das questões climáticas que impactam a produção agrícola”, explicou Marcelo Antonio.

Foi constatado aumento no preço do alho, em abril, em Maringá, 22,79%, Londrina, 21,95%, Ponta Grossa, 18,17%, Curitiba, 17,50%, Cascavel, 16,68% e Foz do Iguaçu, 14,91%.

DOZE MESES – Com os números aferidos no mês de abril, o índice acumulado nos últimos 12 meses apresentou, no Paraná uma leve queda, fechando o período com aceleração de 2,80%. Em termos municipais a maior variação acumulada entre maio de 2023 a abril de 2024 ocorreu em Foz do Iguaçu (3,57%), seguido por Cascavel (3,48%), Maringá (2,72%), Ponta Grossa (2,53%), Londrina (2,52%) e Curitiba (1,93%).

Entre os alimentos com as maiores variações negativas acumuladas nos últimos 12 meses estão o óleo de soja (-17,42%), farinha de trigo (-14,35%) e margarina (-11,79%). As maiores quedas no óleo de soja foram verificadas em Curitiba (-20,92%), seguido de Maringá (-19,15%), Ponta Grossa (-18,64%), Cascavel (-17,98%), Foz do Iguaçu (-15,74%) e Londrina (-11,80%).

Entre os aumentos no período, o destaque fica para a cebola, a laranja pera e o alho, com reajustes respectivos de 92,59%, 63,11% e 58,83%. Regionalmente, os maiores acréscimos em cebola foram verificados em Londrina (107,06%), acompanhado de Maringá (105,94%), Ponta Grossa (95,91%), Curitiba (95,47%), Cascavel (82,57%) e Foz do Iguaçu (71,18%).

INDICADOR – Lançado em 15 de dezembro de 2022, o IPR utiliza os registros fiscais da Receita Estadual do Paraná. O Ipardes faz uma média de 382 mil registros de notas fiscais eletrônicas ao mês emitidas em 366 estabelecimentos comerciais de diferentes portes localizados em Curitiba, Londrina, Maringá, Cascavel, Ponta Grossa e Foz do Iguaçu.

Os 35 produtos avaliados foram definidos a partir da Pesquisa de Orçamentos Familiares do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para o Paraná e representam cerca de 65% das compras de alimentos e bebidas dos paranaenses. O Instituto também trabalhou a série histórica de preços desde 2020, que permite analisar a flutuação no preço de alimentos e bebidas nos últimos dois anos no Estado.

Com a análise detalhada dos índices pelo Ipardes, as maiores cidades do Paraná têm condições de saber exatamente o comportamento dos preços dos alimentos, que possui um reflexo relevante na vida dos cidadãos. Os dados são importantes, por exemplo, para a elaboração de políticas públicas regionais e estaduais mais direcionadas em função da situação inflacionária de cada cidade.

 

Foto: Gareldo Bubniak/AEN

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