Copel adota medidas para proteger animais em obras

29 de agosto de 2025 às 12:24

A construção de usinas, subestações e linhas de transmissão e distribuição de energia segue leis rígidas para receber o licenciamento ambiental.

E esse trabalho envolve o cuidado com os animais que vivem próximos às obras. Portanto, atenta às questões legais e de sustentabilidade, a Copel desenvolve uma série de ações para proteger espécies nativas, especialmente aquelas ameaçadas de extinção.

A escolha do tipo de estudo ambiental que fundamenta o processo de licenciamento depende do porte, da natureza e da localização do empreendimento, características que definem o potencial de impacto. Os estudos prévios contemplam o levantamento das espécies que podem ser encontradas na área antes da obra. “Isso permite avaliar os possíveis impactos no meio ambiente, inclusive sobre a fauna”, explica a bióloga Camila Fontanella, analista ambiental da Copel.

Se os levantamentos prévios constatarem a presença de espécies, são executadas as etapas de monitoramento e resgate da fauna. Essas ações acontecem durante a fase de retirada da vegetação de forma estratégica, conduzindo, sempre que possível, os animais para outras áreas – essa prática se chama afugentamento.

A velocidade dessa ação é controlada para permitir o deslocamento seguro. “Os trabalhadores recebem orientações sobre medidas de segurança e como proceder caso encontrem animais silvestres”, informa Fontanella.

Os animais que não conseguem se deslocar por conta própria são alvo do resgate e avaliados em campo por um biólogo ou médico veterinário. Caso estejam saudáveis, são encaminhados para áreas onde são soltos. Se apresentarem algum comprometimento, são levados para atendimento especializado. Os empreendimentos da Copel são cuidadosamente planejados para evitar altas taxas de resgate e a necessidade de cuidados veterinários.

O monitoramento da fauna, por sua vez, tem como objetivo avaliar os impactos que a obra pode causar sobre as espécies. “No monitoramento, é possível aprofundar o conhecimento sobre a fauna presente na área, uma vez que ele é realizado por um período mais longo”, aponta a especialista.

Sinalizadores em linhas de energia buscam diminuir risco de colisão de aves 

Dentre as ações desenvolvidas pela Copel para a proteção de aves, está a implantação de sinalizadores nas linhas de distribuição e de transmissão. A intenção é reduzir os riscos de colisão nos trechos mais críticos. Os dispositivos adotados pela Copel apresentam formato em espiral, são fabricados em plástico PVC (policloreto de vinila) na cor amarela e aumentam a visibilidade dos cabos elétricos.

“A cor amarela, segundo estudos, apresenta alta visibilidade, especialmente por seu contraste com o céu e o ambiente natural. Além disso, reflete melhor a luz em condições de baixa luminosidade, como ao amanhecer e ao entardecer, períodos de intensa atividade das aves”, explica Fontanella.

É realizado um monitoramento específico para avaliar a eficácia dos sinalizadores e verificar as aves que sobrevoam cada uma das áreas. A Copel segue metodologia científica detalhada. As amostragens são feitas, pela manhã, por empresa especializada contratada. Conforme a literatura científica, esse trabalho acontece do nascer do sol até, no máximo, 10 horas e, à tarde, das 15h30 até o pôr do sol.

Cada amostragem de trecho ocorre por um período de 30 minutos. Todos os pontos precisam ser analisados duas vezes, uma de manhã e outra à tarde. A metodologia de avaliação inclui a comparação entre trechos com e sem sinalizadores.

As estruturas em formato de esfera, comumente vistas nos cabos, são direcionadas para sinalizar aeronaves, mas acabam, também, ampliando a visibilidade para as aves.

Estudos de fauna têm valor científico e ambiental 

Fontanella destaca que os estudos de fauna para empreendimentos no setor elétrico vão muito além do cumprimento de exigências legais. Eles são importantes para enriquecer o conhecimento sobre a biodiversidade local. Afinal, são identificadas e analisadas informações como a distribuição e o comportamento das espécies presentes na área.

“Essas informações são valiosas para a gestão ambiental do próprio empreendimento e para instituições de pesquisa, órgãos ambientais e políticas públicas voltadas à conservação da biodiversidade”, afirma. De acordo com a especialista, em alguns casos, os dados obtidos nesses estudos são os primeiros registros formais da fauna em determinadas áreas.

Iniciativas e parcerias garantem reprodução de animais e educação ambiental 

 

Na Usina Governador Ney Braga, também conhecida como Segredo, a Copel mantém a Estação Experimental de Estudos Ictiológicos. Nela é realizada a reprodução e o repovoamento do surubim-do-Iguaçu, uma espécie de peixe endêmica do rio Iguaçu e ameaçada de extinção.

 

“Também temos uma parceria com o AquaFoz, aquário de Foz do Iguaçu, e com a Universidade Estadual de Maringá (UEM) para a avaliação genética de populações de surubim-do-Iguaçu”, informa a bióloga Sandra Elis Abdalla, gerente da Divisão de Biodiversidade da Copel.

 

A Copel tem, ainda, uma parceria com o Instituto de Pesquisas Cananeia e com o Instituto Manacá no Programa Grandes Mamíferos da Serra do Mar. A iniciativa monitora a vida selvagem em 1,7 milhão de hectares de floresta da Mata Atlântica nos estados do Paraná e São Paulo. É uma ação conjunta com instituições ambientais e de pesquisa, públicas e privadas, além de empresas e da comunidade local.

Abdalla lembra que, durante a implantação de empreendimentos, é realizado o Programa de Educação Ambiental para Trabalhadores da obra. “Nele são desenvolvidas ações de conscientização ambiental para evitar a caça e a pesca, educar sobre a direção segura de veículos e equipamentos e, assim, evitar atropelamentos e acidentes com a fauna nativa”, conclui.

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