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Economia

Exportação de suínos cresce 73% e pode aumentar no 2º semestre

Por Redação

Exportação de suínos cresce 73% e pode aumentar no 2º semestre
CASCAVEL/PR - 15-02-2011 - UPL - Unidade de Produção de Leitão da Copavel, local onde se faz produz suinos de corte comercial. Na foto, creche de suinos.- Foto Jonas Oliveira
O Paraná exportou 11,1 mil toneladas de suínos para o mundo em abril, com valor de US$ 23 milhões. Esse volume representa crescimento de 73,3% em peso acumulado, em relação ao mesmo mês do ano passado, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento.

O Estado é o segundo maior produtor e o terceiro maior exportador de suínos do Brasil. Esse salto no mercado internacional em abril ajudou a engordar também os índices nacionais. Em abril de 2019, o Brasil exportou 57,2 mil toneladas e US$ 118,7 milhões, crescimento de 44,8% e 47,8%, respectivamente, em relação ao mesmo período de 2018.

QUATRO MESES - O saldo acumulado das exportações do ano (janeiro a abril) no Estado também é superior em relação ao primeiro quadrimestre de 2018, com crescimento de 10,7%, salto de cerca de 3,4 milhões de toneladas. Os maiores compradores do ano foram Hong Kong, Uruguai, Cingapura, Argentina e África do Sul. Os países asiáticos consomem mais de 50% da cadeia produtiva da suinocultura paranaense.

MOMENTO POSITIVO – O técnico do Deral, Edmar Wardensk Gervásio, diz que os números apontam para um momento positivo depois de um primeiro trimestre apenas regular. “O mercado se abriu um pouco mais com a crise da peste suína em países asiáticos, e o Paraná, com o crescimento acumulado do quadrimestre, mostra que pode crescer ainda mais na segunda metade do ano”, afirmou.

Esse momento positivo leva em conta também os números nacionais já divulgados. O Brasil embarcou 58,1 mil toneladas de suínos em maio, aumento de 35% comparativamente a 2018, o que deve se refletir em novo crescimento do Paraná – o balanço oficial regional só será apresentado na segunda quinzena deste mês.

INDÚSTRIA - O secretário de Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, ressalta que há um esforço da indústria paranaense em aumentar a produção de frangos e suínos nos próximos meses. Ele disse que esse movimento de curto prazo tem a ver fundamentalmente com a questão sanitária da China.

“Com o problema sanitário da China, o setor de frango pode crescer em torno de 10% no Paraná e o setor de suínos em torno de 20% neste ano. Temos frigoríficos com capacidade para triplicar a produção”, destacou. “O mercado de suínos teve um 2018 fraco, com preços ruins, e agora houve uma inversão positiva. Estamos aproveitando essa oportunidade porque temos qualidade e capacidade de produzir”.

ABATE NA CHINA - Para Luiz Eliezer Ferreira, economista do Departamento Técnico e Econômico da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), as estimativas internacionais apontam para o abate de 30% do rebanho chinês em função da peste suína. O país é o principal mercado consumidor de suínos do mundo.

“Os resultados dos meses anteriores não foram melhores do que o ano passado, mas houve um boom em abril em função da peste. Isso gerou uma janela de oportunidade para outros grandes países produtores como o Brasil, então há mesmo uma perspectiva de aumento nas exportações para os próximos meses”, reforçou.

NOVO CICLO - Norberto Ortigara disse que o Paraná tem a pretensão de ampliar muito a sua produção e presença no mundo a partir do selo de área livre de febre aftosa. “Não à toa que o Estado e o setor privado fazem esse movimento para encerrar a vacinação contra febre aftosa nos bovinos e búfalos. A vacinação do rebanho bovino ainda inibe a presença dos suínos paranaenses no mundo. Estamos fora de 65% do mercado mundial de carne suína”, afirmou.

O secretário vislumbra a possibilidade de incremento de 80% da produção suína nos próximos cinco a sete anos com o fim da vacinação, com ganho de preço e volume. O reconhecimento junto à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) deve acontecer em 2021.

 

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