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Chico Guil lança o livro “Cascavel – a conquista do Oeste paranaense”

1 de agosto de 2018 às 09:44

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Chico Guil lança o livro “Cascavel – a conquista do Oeste paranaense”
- O autor e convidados. À direita, de camisa banca, a editora Audrey Lilian Farah.
A última obra do historiador prudentopolitano Luiz Francisco Guil foi lançada no final de junho deste ano, na Biblioteca Pública de Cascavel. A obra aborda a colonização e o desenvolvimento econômico e social do Oeste do Paraná.

Intitulado “Cascavel – a conquista do Oeste paranaense”, o livro foi produzido com alto padrão editorial, como outros do mesmo autor. A edição é da historiadora e editora Audrey Lilian Farah. A produção contou com o apoio da Secretaria de Estado da Cultura, por meio do Profice.

A história de Cascavel e do Oeste inicia com os primeiros desbravadores portugueses, que abriram caminho na imensa floresta que se estendia de Ponta Grossa ao rio Paraná.

Durante décadas, ainda no século XVIII, os bandeirantes enfrentaram a resistência indígena na subida da Serra da Esperança. No inicio do século XIX fundaram um povoado, que em 1819 tornar-se-ia a cidade de Guarapuava.

Mas a sede de conquista levou os desbravadores cada vez mais para o Sol Poente, e a nação indígena aos poucos foi sendo extinta.

Mas ainda antes dos portugueses alcançarem a foz do rio Iguaçu no rio Paraná, empresas argentinas e inglesas vinham explorando a madeira e a erva-mate da região, sem nenhuma interferência do governo Brasileiro.

Era o sistema de “obrages”, que utilizava o trabalho escravo de operários paraguaios. A madeira era enviada a Buenos Aires em imensas jangadas, formadas por até 300 toras.

A erva-mate também descia pelo rio, a bordo de navios a vapor. Esses produtos eram extraídos sem pagamento de impostos ao governo brasileiro.

Na tentativa de dominar a região, o governo brasileiro enviou uma comitiva, que abriu a primeira estrada ligando Ponta Grossa à divisa com o Paraguai. Nesse local os militares formaram uma colônia e um forte.

A picada aberta por eles mais tarde tornou-se a BR-35, atual BR 277. E a colônia militar deu origem à cidade de Foz do Iguaçu, emancipada de Guarapuava em 1914.

Na década de 1924 o Oeste tornou-se palco das batalhas finais da Revolução de 1924. Os contingentes rebeldes gaúcho e paulista derivaram para aquela área, com o intuito de encontrar-se, reorganizar as forças e partir contra a capital federal.

Mas acabaram enfrentando um bem organizado exército governista, comandado pelo Marechal Cândido Rondon. Os rebeldes perderam a luta e fugiram rumo ao Nordeste brasileiro. Mas levaram aos grandes jornais de Rio e São Paulo a notícia de que o Oeste paranaense estava sendo espoliado pelos estrangeiros.

A partir da década de 1930, com o intuito de tomar conta da fronteira, o presidente Getúlio Vargas apoiou empresas gaúchas, que desde a década de 1920 vinham tentando colonizar o Oeste.

Foi dessa iniciativa que nasceram Toledo, Marechal Cândido Rondon e outras cidades oestinas.

Nessa época Cascavel já era um povoado conhecido, com trânsito de tropeiros e carroceiros que trafegavam entre Guarapuava e Foz do Iguaçu. Em 14 de novembro de 1951, após vários embates políticos, emanciparam-se os municípios de Cascavel, Toledo, Pato Branco e Guaíra.

Nos anos seguintes o Oeste tornou-se uma das regiões mais violentas do Brasil, devido aos conflitos de terras. Os governos federal e estadual, em épocas distintas, haviam concedido títulos de terras de forma aleatória.

Havia inúmeros terrenos titulados para dois ou mais proprietários. Jagunços, grileiros, posseiros e colonos travavam batalhas de fogo no campo e na cidade. A situação perdurou até fins da década de 1960, quando o governo estadual enviou para a região o Coronel Lapa para combater os pistoleiros.

Nessa época, apesar da má fama, Cascavel era uma das cidades brasileiras que mais crescia.

Nos anos seguintes, resolvido o problema da violência, o Oeste prosperou.

A adoção da agricultura intensiva, a instalação de grandes cooperativas agrícolas e empresas dos mais diversos setores tem acelerado  o processo de desenvolvimento. Mas o progresso econômico também tem trazido questionamentos nas áreas social e ambiental. Inúmeros parques ambientais foram criados nas últimas décadas, nas proximidades e mesmo dentro das cidades oestinas.

E entidades de cunho social também proliferam.

O livro de Guil aborda estes e dezenas de outros temas relacionados a Cascavel e região. É uma das obras mais completas já realizadas sobre o Oeste.

A obra está sendo distribuída em Cascavel, Curitiba e em todo o Brasil por distribuidoras especializadas. Em Prudentópolis pode ser adquirida diretamente com o autor.

“Tenho vários outros livros que já estão na mesa de projetos”, aponta o historiador. “Logo após esta fase de distribuição e divulgação do livro de Cascavel, decidirei qual rumo irei tomar.

Livros históricos de cidades são realizados a longo prazo. O das Linhas de Prudentópolis iniciei em 2009 e concluí em 2015. O de Cascavel, comecei em 2010 e só terminei agora. Com pressa não se faz uma obra dessas”.

 

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