JÚRI SOBRE MORTE DE LENOIR CLAUDIR MAYER É ADIADO PELA QUARTA VEZ EM PRUDENTÓPOLIS
Promotor apresenta atestado médico minutos antes do início da sessão e julgamento é novamente redesignado
O julgamento de E. B., acusado pela morte de Lenoir Claudir Mayer, previsto para esta sexta-feira (12), na Comarca de Prudentópolis, foi adiado pela quarta vez.
A suspensão ocorreu após o promotor de Justiça responsável pelo caso apresentar um atestado médico poucos minutos antes da abertura da sessão.
Quando a decisão foi comunicada, jurados, testemunhas, advogados e demais envolvidos já estavam no Fórum para o início do Tribunal do Júri. A Justiça ainda deverá definir uma nova data para o julgamento.
O caso E. B. responde pela morte de Lenoir Claudir Mayer, ocorrida em julho de 2024, na localidade de Ivaí Sociedade, zona rural de Prudentópolis.
A defesa sustenta que o acusado agiu em legítima defesa durante uma suposta tentativa de latrocínio. Segundo essa versão, Lenoir teria tentado roubar E. B. e, durante a reação, ocorreu o episódio que resultou em sua morte.
Quando o julgamento for realizado, os jurados analisarão as provas produzidas durante a investigação e a instrução processual, além das teses apresentadas pelo Ministério Público e pela defesa, para decidir sobre a responsabilidade criminal do réu.
Quem era Lenoir Claudir Mayer Lenoir Claudir Mayer vivia sozinho na zona rural de Prudentópolis. Conforme registros judiciais, respondia a processos relacionados à violência doméstica e já havia sido alvo de medidas protetivas requeridas por uma ex-companheira.
Também constavam registros envolvendo porte ilegal de arma de fogo. Além dos antecedentes judiciais, moradores relatam que ele era conhecido pelo comportamento considerado agressivo e por constantes desentendimentos com familiares e pessoas da comunidade.
De acordo com relatos obtidos pela reportagem, episódios de conflitos envolvendo seu nome eram frequentes, contribuindo para uma imagem controversa entre parte da população local.
Vídeos compartilhados em grupos de mensagens mostram discussões e confrontos dos quais Lenoir participava. Em algumas gravações, ele aparece exaltado durante desavenças e chega a ser contido por populares.
Fontes afirmaram que muitos moradores evitavam contato com Lenoir por receio de seu temperamento. Segundo esses relatos, a morte da vítima foi interpretada por parte da comunidade como o encerramento de um período marcado por conflitos recorrentes, percepção que, de acordo com os entrevistados, trouxe uma sensação de maior tranquilidade à região.
O Tribunal do Júri segue sem nova data definida. O processo aguarda a redesignação da sessão pela Vara Criminal da Comarca de Prudentópolis.