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Polícia

Paraná tem a segunda maior redução na taxa de homicídios do Brasil, aponta Atlas da Violência

12 de maio de 2025 às 12:05

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Paraná tem a segunda maior redução na taxa de homicídios do Brasil, aponta Atlas da Violência
O Paraná registrou a segunda maior queda na taxa de homicídios do Brasil, de acordo com o Atlas da Violência 2025, publicado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) nesta segunda-feira (12).

Entre 2022 e 2023, o Estado registrou diminuição de 15,2% no índice de homicídios a cada 100 mil habitantes, atrás apenas do Rio Grande do Norte, que teve queda de 18,8%.

Além de ter a segunda maior queda do País, a diminuição registrada pelo Paraná também foi seis vezes maior do que a variação registrada pelo Brasil. Segundo a publicação, a queda na taxa de homicídios do Brasil a cada 100 mil habitantes foi de 2,3%.

Com esse resultado, o Estado mantém a trajetória de diminuição da violência letal que se consolidou nos últimos anos. Desde 2018, a taxa caiu 12,5%, reforçando o papel do Paraná como referência nacional em políticas públicas de segurança.

No número absoluto de homicídios, o Paraná também registrou a segunda maior queda do Brasil, com redução de 14,8% entre 2022 e 2023. A variação do índice, que ficou atrás apenas do registrado pelo Rio Grande do Norte (-18,2%), é dez vezes superior ao registrado pelo Brasil (-1,4%).

“Estamos registrando uma queda consistente nos índices de criminalidade no Paraná ao longo dos últimos anos, o que é resultado do aumento dos investimentos na segurança pública, com foco em tecnologia, qualificação profissional e integração entre as polícias”, afirmou o governador Carlos Massa Ratinho Junior.

A publicação ainda coloca o Paraná na faixa de menor incidência de homicídios do País, com 18,9 homicídios a cada 100 mil habitantes, enquanto a média nacional é de 21,2 homicídios por 100 mil habitantes. No Rio de Janeiro ela é de 24,3/100 mil.

O sucesso se deve à combinação de inteligência policial, planejamento estratégico, integração das forças de segurança e ações multissetoriais de prevenção, elementos centrais do modelo de gestão por resultados adotado no Estado.

O secretário da Segurança Pública do Paraná, Hudson Leôncio Teixeira, ressaltou a importância do trabalho conjunto das forças de segurança paranaenses. “Este resultado reforça o compromisso e a dedicação de nossos policiais e servidores.

Estamos colhendo os frutos de uma política pública focada na prevenção, na inteligência e na integração. O Paraná se tornou uma referência nacional em segurança pública, e vamos seguir avançando para garantir que nosso Estado seja cada vez mais seguro para todos”, afirmou.

O Atlas da Violência chama esse conjunto de medidas de “revolução invisível” da segurança pública, uma estratégia baseada em planejamento, qualificação das forças policiais e uso eficiente da informação para proteger vidas e combater a criminalidade.

"A tendência de queda nos homicídios confirma o protagonismo do Paraná no cenário nacional de segurança pública. O Paraná tem se destacado pela combinação de ações preventivas, inteligência policial e eficiência na gestão, fatores apontados pelo estudo como essenciais para o enfrentamento da violência", complementou o secretário.

QUEDAS – A publicação apresenta também recortes segmentados nas taxas de homicídios, que mostram o bom resultado do Paraná nas diferentes frentes de prevenção da criminalidade, na redução da desigualdade e na proteção de populações historicamente mais vulneráveis.

Na taxa de homicídios de pessoas negras por 100 mil habitantes, por exemplo, o Paraná registrou a maior queda de todo o Brasil. A redução entre 2022 e 2023 foi de 18,9%.

A queda no índice também foi sete vezes superior à média nacional no período, com redução de 2,7%. Em 2023, segundo o Atlas da Violência, o índice de homicídios de pessoas negras no Paraná foi de 21 por 100 mil habitantes. A média nacional no mesmo ano foi de 28,9 homicídios de negros por 100 mil habitantes.

O Estado ainda teve a quarta maior queda na taxa de homicídios de jovens de 15 a 29 anos por 100 mil habitantes, com 15,6% entre 2022 e 2023. No mesmo período, a queda brasileira na taxa de homicídios de jovens foi de 3,2%.

Segundo a publicação, o Paraná teve uma taxa de 35,2 homicídios de jovens a cada 100 mil habitantes em 2023, um número melhor do que a média nacional de 45,1 homicídios de jovens por 100 mil habitantes.

Entre as vítimas mulheres, o Paraná teve queda de 9,8% na taxa de homicídios por 100 mil habitantes, com a sexta maior queda do País e com um desempenho melhor do que a média nacional, que não registrou variação percentual entre 2022 e 2023. A taxa paranaense de homicídios de mulheres é de 3,9 a cada 100 mil habitantes.

TAXA DE HOMICÍDIOS OCULTOS – O estudo também levantou as taxas de homicídios ocultos, que são mortes violentas que, por algum motivo, não foram registradas oficialmente como assassinatos.

Estes dados, quando classificados erroneamente, ficam escondidos das estatísticas oficiais. Quanto menor a proporção de homicídios ocultos, melhor a qualidade dos dados e das investigações.

O Paraná teve a sétima menor taxa de homicídios ocultos do País, com 1,1 homicídio nestas condições por 100 mil habitantes. Em relação à proporção do total de homicídios estimados, os homicídios ocultos representam 0,99% dos casos registrados no Paraná, a quinta menor proporção do País.
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