Por Redação

O procurador Jurídico da Prefeitura de Luiziana, no centro-oeste do Paraná, foi preso, na manhã desta quarta-feira (18), em uma operação da Polícia Civil contra suspeitos de envolvimento em um esquema de corrupção no órgão.
A ação deve cumprir 19 mandados judiciais - sendo nove de prisão temporária, que tem duração de cinco dias, e dez de busca e apreensão.
O procurador jurídico do município Thiago Slongo e ex-secretários e ex-diretores municipais são suspeitos de participar do esquema, de acordo com a Polícia Civil.
A Polícia Civil informou que a ação criminosa era operada por Slongo, sobrinho do prefeito e procurador Jurídico do município.
O advogado Andrey Legnani, representante da subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Campo Mourão, acompanhou a prisão de Slongo e disse que o procurador pediu sigilo de informações.
Segundo a investigação do Núcleo de Combate a Crimes Econômicos (Nurce), há indícios de "mensalinho" na cidade, que tem cerca de 7,5 mil habitantes.
A suspeita do Nurce é que o dinheiro arrecadado ilegalmente foi para a campanha de reeleição do prefeito Mauro Slongo (PDT), que é tio de Thiago. O chefe do executivo municipal não é alvo de nenhuma medida judicial, conforme a Polícia Civil.
"Todos os ouvidos até o momento falavam que acertavam diretamente com o Thiago", justifica o delegado do Nurce, Renato Figueiroa.
De acordo com a Polícia Civil, as provas coletadas apontam que alguns servidores públicos eram obrigados a devolver parte de salário para um caixa 2, visando financiar a reeleição do atual prefeito.
Os funcionários que aderiam ao esquema, segundo a polícia, contavam com cargos de confiança ou gratificações. Dois ex-funcionários confessaram à polícia que repassaram os salários ao procurador jurídico.
O afastamento do sigilo bancário dos servidores suspeitos foi pedido, ainda segundo a Polícia Civil, tendo como base os relatos e confissões de envolvidos.
Com essas informações, o Laboratório de Lavagem de dinheiro da Policia Civil fez um relatório. A análise das contas bancárias, conforme a Polícia Civil, mostrou indícios do esquema operado entre os anos de 2013 e 2016.
As suspeitas, conforme a polícia, são de associação criminosa, corrupção passiva e corrupção ativa.
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