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Saúde

Vacina e informação clara vão ajudar o Paraná a sair da pandemia, diz secretário da Saúde

Por Redação

Vacina e informação clara vão ajudar o Paraná a sair da pandemia, diz secretário da Saúde
A Escola de Saúde Pública do Paraná (ESPP) formou hoje (18) a 9ª turma de alunos do curso de Especialização em Gestão do SUS. 20 profissionais que já atuam em serviços públicos na região de Ponta Grossa, concluíram o curso. - Foto: Américo Antonio/SESA
Um ano e um mês desde os primeiros casos confirmados de Covid-19 no Paraná, o Estado mantém a atenção total à doença.

O foco agora, garante o secretário estadual da Saúde, Beto Preto, é manter firme os protocolos que evitam a disseminação do novo coronavírus, garantir a imunização rápida, principalmente dos grupos prioritários, e comunicar com clareza a população para que ninguém deixe de lado os cuidados necessários.

Nesta entrevista, Beto Preto traça um cenário sobre a pandemia e comenta sobre as novas cepas do coronavírus que ampliaram a contaminação e comprometeram ainda mais o sistema de saúde.

“Estamos extremamente preocupados, o número diário de casos positivos está alto, o vírus continua circulando, em transmissão comunitária e com alta taxa de contágio”.

O secretário destaca a estratégia de acelerar a vacinação dos grupos prioritários, seguindo com o Plano Estadual de Imunização que prevê que 4,6 milhões de pessoas sejam vacinadas dentro dos grupos que estão mais expostos ou são mais suscetíveis à doença.

“Se conseguirmos vacinar todo esse público até o final de maio, já irão diminuir as internações hospitalares e as mortes pela doença. Mas para isso é preciso ter o principal insumo, que é a vacina”, ressalta.

“Adotamos a estratégia de vacinar de domingo a domingo para acelerar a imunização dos grupos prioritários, mas também como campanha para incentivar as pessoas a se vacinarem.

Alguns grupos ainda acreditam que a vacina é ruim, mas é o contrário, a vacina é o bálsamo da salvação”, explica. “Temos a missão de informar, e as questões de saúde pública às vezes não são bem entendidas, principalmente em um momento crítico como esse, que também influencia na atividade econômica”, afirma o secretário.

Quando a pandemia começou, há um ano, havia uma noção de que era uma doença nova e seria difícil, mas em algum ponto o senhor achou que chegaria ao que atravessamos hoje?

Achei que sempre estivemos no fio da navalha. Primeiro, encaramos o início da doença como mais uma virose respiratória, mas com o passar do tempo, com os relatos dos casos que necessitaram de internação hospitalar em uma UTI, ficou claro que era algo muito diferente e abrangente.

Quem trabalha com imunologia e virologia sabe que a estrutura viral vai se remodelando ao longo do tempo, por isso o surgimento das cepas diferentes. Daquele organismo de 2020, o Sars-CoV-2, temos hoje diversas cepas. Foi constatado no Paraná uma forte circulação da P1, a cepa amazônica brasileira, que tem um contágio muito maior, com muito mais rapidez de evolução do quadro clínico, por isso o colapso do sistema de saúde.

Mas tem a variante britânica, a sul-africana e outras cepas que mudam ao longo do tempo. Olhando para tudo isso de maneira retrospectiva, não dava para imaginar que chagaríamos hoje no que estamos passando.

Apesar de eu sempre ter uma leitura de que poderia recrudescer, achava que o pior momento seria no inverno. Por isso estamos extremamente preocupados, o número diário de casos positivos está alto, o vírus continua circulando, em transmissão comunitária e com alta taxa de contágio.

Teremos que passar por isso com muita resiliência, tolerância, mas principalmente, com bom senso. Perdemos muitas batalhas, esta guerra nos custou muitas vidas, um esforço enorme da população e consequências para a economia.

Mas temos que vencer a pandemia e, para isso, montamos estratégias. Não paramos de trabalhar, a saúde continua de pé e nós vamos avançar.

O senhor consegue visualizar quando a situação estará mais calma?

Se conseguirmos vacinar até 31 de maio os cerca de 4,6 milhões de paranaenses que fazem parte dos grupos prioritários teremos uma queda expressiva no número de casos de doenças mais graves, que necessitam de internação hospitalar.

O plano de imunização atinge a população com mais de 60 anos, aqueles com comorbidades como hipertensão arterial, diabetes, doenças brônquicas, policiais e professores e todos os grupos que se expõem mais ou tem mais riscos por causa da doença.

Essa estratégia está montada, mas precisamos do insumo principal, que é a vacina. Mas também já começo a me preocupar com o cenário dentro de quatro ou cinco meses, no período do inverno.

A Covid-19 não vai acabar em 2021, ela pode arrefecer, mas provavelmente teremos que continuar cuidando e vacinando.

Continuaremos dando atenção à vida dos brasileiros e dos paranaenses para que possamos logo ter um horizonte, para que tenhamos um pouco da nossa vida de volta.

Se esse horizonte vem com a vacinação, o que tem sido feito para antecipar sua chegada?

Lançamos a estratégia de vacinar de domingo a domingo para ampliar o espectro dos grupos imunizados e acelerar esse processo.

Temos muito a agradecer a todos que têm nos ajudados, os municípios e as secretarias municipais de Saúde. As vacinas chegam, são rapidamente distribuídas e os municípios já vão fazendo o seu trabalho.

Mas essa campanha também serve para chamar a atenção de todos, porque uma parcela das pessoas ainda acredita que a vacina é ruim. Muito pelo contrário, a vacina é o bálsamo da salvação. Por isso quero pedir, chegando o seu momento de vacinar, procure a unidade de saúde mais próxima de casa. Tem que vacinar, é importante isso.

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