Por Redação Nossa Gente

Sandro Alex propõe ampliar as Patrulhas Maria da Penha da PMPR
O candidato do PSD ao Governo do Estado, Sandro Alex, propõe ampliar as Patrulhas Maria da Penha da Polícia Militar. Atualmente são 50 equipes e 1,5 mil policiais destacados para atendimentos e visitas.
Com as novas contratações para a corporação, o objetivo é ampliar o escopo e alcance desse trabalho.
A Patrulha Maria da Penha integra a política de prevenção e repressão à violência doméstica e familiar da Polícia Militar do Paraná.
Ela é composta por policiais militares mulheres e homens, que realizam visitas preventivas com base em boletins de ocorrência, além de atuar a partir de denúncias anônimas recebidas por canais como o
Disque Denúncia 181.
Também cabe à Patrulha Maria da Penha a fiscalização do cumprimento de medidas protetivas de urgência determinadas pelo Poder Judiciário, bem como a orientação de vítimas e autores, com foco na prevenção da reincidência.
Além das ações operacionais, a equipe promove palestras e participa ativamente das redes de proteção e enfrentamento à violência.
Sandro Alex destaca que a medida complementa um ciclo de investimentos recentes na Patrulha Maria da Penha, como a recente distribuição de 54 novas viaturas. “Queremos aumentar o combate ao feminicídio, à violência doméstica e qualquer tipo de violência contra as mulheres.
As Patrulhas têm capilaridade para atendimento em todo o Paraná, e vão ganhar mais equipes. A ideia é ampliar a integração e trocas de experiências”, diz.
O Paraná registrou, em 2025, a menor taxa de tentativas de homicídio do Brasil e liderou a redução desse tipo de crime entre todos os estados, de acordo com o Mapa da Segurança Pública 2026, divulgado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Além disso, 337 dos 399 municípios paranaenses não tiveram registros desse tipo de crime no ano passado.
A taxa estadual recuou para 5,16 casos por 100 mil habitantes. O índice é mais de três vezes inferior à média nacional, de 16,02 tentativas de homicídio por 100 mil habitantes, e também ficou abaixo dos registrados por São Paulo (8,34) e Minas Gerais (11,46), segundo e terceiro colocados no ranking nacional, respectivamente.
Mulher Segura
O Paraná também vem ampliando as políticas específicas de prevenção e enfrentamento à violência contra a mulher com o Programa Mulher Segura, da Secretaria da Segurança Pública. Dentro do aspecto de mudança comportamental, ele já realizou mais de 4.200 palestras atingindo quase 330 mil pessoas em 399 municípios desde 2023.
Só no primeiro semestre de 2026 foram mais de 104 mil pessoas em 1.300 palestras em escolas, empresas, associações de bairro e outros locais comunitários.
As palestras abordam desde o reconhecimento da violência até os caminhos para a mulher ou as pessoas próximas que testemunhem os casos denunciarem e buscarem o apoio do Estado.
As palestras são abertas a todo o público e há encontros De Homem Para Homem que são voltados ao público masculino buscando não apenas demover ideias de violência, mas também torná-los aliados das mulheres no combate ao problema.
Tecnologia contra violência
A Secretaria da Segurança Pública também está desenvolvendo uma ferramenta tecnológica inédita no País para mapear as probabilidades de mulheres que já foram vítimas de violência doméstica voltarem a serem agredidas.
O Algoritmo de Revitimização de Violência Doméstica, um levantamento de inteligência artificial que cruza dados de Boletins de Ocorrência Unificados de 2010 a 2023, subsidiará no futuro ações preventivas mais efetivas das polícias paranaenses para evitar novas agressões e salvar vidas.
Estão sendo analisados mais de 15 milhões de informações em boletins de ocorrências e no Formulário Nacional de Avaliação de Risco (Fonar), do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), para chegar ao resultado que será apresentado em um dashboard com o mapeamento de fatores que apontam maiores probabilidades de novas agressões a mulheres.
Neste rol estão, por exemplo, o fato do casal ter filhos; se a mulher tem dependência financeira do agressor; se ele está desempregado ou tem dificuldades financeiras; ou se tem acesso a armas de fogo.
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